2004-08-19

Subject: Animais aproveitam o canal do Panamá

News of the Wild

 

Bem-vindo(a) a mais uma edição do boletim informativo  News of the  Wild

Este boletim é mantido pelo site Born to be Wild, para que não esqueça o seu lado selvagem ...

 

Em destaque:

Animais aproveitam o canal do Panamá 

 

  Questões ou comentários para: borntobewild@clix.pt

Dê o site Born to be Wild a conhecer a um amigo!!

 

Quando o canal do Panamá foi inaugurado, em 1914, foi um avanço espectacular para a industria marítima, mas a investigação agora publicada mostra que não foram apenas os navios a tirar partido deste atalho: muitas espécies de peixes da América central também realizaram a viagem.

O canal liga o rio Chagres ao rio Grande, que se encontram em encostas opostas do istmo do Panamá. Quando a via aquática foi aberta, as comunidades de peixes, antes isoladas, dos dois rios puderam misturar-se.

Apesar de ambos os rios disporem agora de uma mão-cheia de novos peixes, nenhuma espécie se extinguiu em resultado dessa mistura, relata Scott Smith, da Universidade de McGill em Montreal. Este facto vai contra o que os peritos sempre consideraram, que o intruso vai perturbar o delicado equilíbrio de um ecossistema.

De acordo com a teoria do "nicho" ecológico, todas as espécies têm um papel bem definido na vida. Todas as espécies interagem com outras da zona, como predador/presa ou como simbiontes, por exemplo.

Alguns teóricos argumentam que os ecossistemas não têm capacidade de acomodar os recém-chegados, ou seja, todos os possíveis nichos tendem a estar ocupados, pelo que um intruso vai sempre incomodar alguém. No entanto, a capacidade das duas comunidades de peixes do canal do Panamá para se misturar sem extinções vai contra esta ideia.

Scott e seus colegas recolheram peixes dos dois rios e compararam as espécies que agora lá vivem com as que foram identificadas num censo realizado antes da abertura do canal. O rio Grande ganhou 5 espécies de água doce, que antes apenas viviam no rio Chagres, e 3 espécies que se deslocaram na direcção oposta. Isto indica que o número de espécies no rio Grande aumentou 28% e no rio Chagres em 11%. 

 

Se alguma espécie se fosse extinguir como resultado do aumento da competição, tal já devia ter acontecido, refere Scott: os nossos resultados sugerem que o processo não ocorreu no espaço de 10 a 100 gerações estado pelos ecologistas. Scott concorda que é possível que espécies se extingam num prazo mais longo mas tal não lhe parece provável.

Isto não significa que as espécies invasoras sejam sempre benignas, explica Scott. Um pequeno número de casos estudados ensinaram a comunidade científica que as invasões podem ter efeitos desastrosos. Isto é particularmente verdadeiro quando a espécie invasora é um predador de topo como a perca do Nilo Lates niloticus, que foi introduzida no lago Vitória em África, nos anos 50 do século passado. A perca dizimou, estima-se, mais de 200 espécies de peixes nativos do lago.

Apesar dos navios continuarem a passar para cá e para lá ao longo do canal, não é provável que haja mais tráfico de peixes, predizem os investigadores. A razão para isso é a introdução de um ciclídeo predador Cichla ocellaris no lago Gatun, um lago artificial a meio do percurso do canal, que se formou em 1967. Com um guardião do canal tão perigoso a bloquear a passagem, os dois rios estão, para todos os efeitos, novamente separados. 

 

 

Saber mais:

Canal do Panamá

Corais podem ter ajuda contra aquecimento global 

 

 

Comentar esta notícia           Imprimir

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja receber o boletim Born to be Wild clique aqui!!

Respeitar os animais é respeitarmo-nos a nós próprios!

@ Born to be Wild, 2004


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com