2004-08-18

Subject: Novas ameaças para os ursos do Alaska

News of the Wild

 

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Em destaque:

Novas ameaças para os ursos do Alaska 

 

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O poderoso urso Kodiak é o maior carnívoro terrestre do mundo, fazendo parte de uma população de ursos castanhos do Alaska com cerca de 35000 animais. 

No Alaska vivem 98% dos ursos que ainda sobrevivem na América do norte, onde têm sobrevivido no estado selvagem, enquanto noutras localizações já foram dizimados pela caça (legal e furtiva) e pela degradação do seu habitat.

Mitch Demientieff pertence à tribo local Athabasca e ainda caça ursos para sobreviver. Por lei, é-lhe permitido caçar e matar um urso por ano, para sustentar a si e à família. 

No entanto, como presidente do Federal Subsistence Board, ele ajudou a implementar um novo regulamento que permite aos caçadores de subsistência como ele vender partes de ursos mortos no mercado. 

Mitch DemientieffMitch refere: dependemos da caça de subsistência para a obtenção de comida mas também precisamos de ter dinheiro para mandar os nossos filhos para a escola. Já não somos nómadas, todos precisam de dinheiro e nós não somos excepção.

O Alaska ainda é território dos ursos, dando-nos uma visão do que foram os 48 estados mais a sul antes da população de ursos ter sido dizimada pela chegada do Homem. 

A caça furtiva é um problema importante e num estado tão vasto é muito difícil de controlar, pelo que os conservacionistas temem que a protecção aos ursos se torne ainda mais difícil se existirem incentivos monetários ao seu abate. 

Dave Cline, do Kodiak Bear Trust refere: eu próprio, e muitos outros, acho que não pudemos permitir a caça comercial de ursos castanhos de uma forma que origine um tráfico internacional de partes dos animais mortos, tal como aconteceu noutras partes da América do norte e do mundo. Isto significaria passar a matar ursos apenas para a venda das suas peles, vesículas biliares e garras.

 

Os troféus de caça são muito populares nas lojas do Alaska, pudendo ser ser encontradas em todo o estado todo o tipo de peles, incluindo peles de urso polar e de lobo. Mas nunca de urso castanho.

A nova lei significa que a pele de urso castanho pode ser vendida e por perto de $300 puder-se-á adquirir verdadeiras garras de urso em vez de garras de plástico, apesar de elas terem que estar integradas em artefactos nativos, como colares tribais.

Gus Gillespie, do Alaska Fur Exchange em Anchorage considera que as garras falsas são vendidas actualmente devido à elevada procura. Assim, se a sua venda for legalizada o mercado que se abre é imenso. A pele deverá ser usada como guarnição de casacos e luvas.

A nova regulamentação sobre a caça e venda de partes de urso castanho entra em vigor este Verão, a tempo da época de caça de Outono. Os caçadores de subsistência dizem que apenas os ursos já mortos para a alimentação serão usados comercialmente, mas os conservacionistas temem que as pouco definida linha entre a subsistência e o lucro seja uma alarmante tendência no futuro desta espécie ameaçada. 

 

 

Saber mais:

Office of Subsistence Management - Alaska region

Kodiak Brown Bear Trust

Alaska Fur Exchange

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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