2004-08-16

Subject: Priões aceleram evolução?

News of the Wild

 

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Priões aceleram evolução?

 

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Os priões, as proteínas deturpadas usualmente associadas a doenças, podem ajudar os organismos a adaptar-se a condições difíceis alterando subtilmente as proteínas construídas pela célula. A descoberta apoia a ideia de que as proteínas, tal como o DNA, desempenham um papel vital na condução da evolução.

Os priões são proteínas que podem alternar entre uma de duas formas. Nos mamíferos, um tipo de prião parece ser inofensivo numa das formas e infeccioso na outra. Pensa-se que sejam a base do surgimento da chamada doença das vacas loucas (BSE) e da sua variante humana, a doença de Creutzfeldt-Jakob (vCJD).

Mas cientistas que estudavam a levedura da cerveja Saccharomyces cerevisiae descobriram que, em alguns casos, os priões infecciosos pode ter um papel importante. Numa colónia de leveduras, algumas células transportam o tipo "normal" de proteína, enquanto outras têm a forma infecciosa, que se acumula em placas e é passada de célula para célula.

Há 4 anos atrás, Susan Lindquist e Heather True do Whitehead Institute, mostraram que este prião de levedura pode alterar o comportamento da célula. Na sua forma infecciosa, os priões podem, por vezes, ajudar na adaptação da levedura por alteração da taxa de sobrevivência em meios com diferentes nutrientes e temperaturas.

Agora, Lindquist e seus colegas descobriram como actuam os priões para obter este resultado. Na sua forma não infecciosa, a proteína geralmente ajuda na transformação da informação contida no DNA em informação para a construção de outras proteínas. Mas na sua forma infecciosa, o prião pára de trabalhar, ou seja, muitas outras proteínas são construídas de forma algo descuidada. 

 

A equipa acredita que os priões podem, portanto, oferecer uma forma rápida de evolução às leveduras, pois as células com o prião infeccioso produzem uma enorme variedade de proteínas ligeiramente modificadas. De modo geral isto seria mau para a levedura, mas quando estas se encontram numa situação difícil, uma ou duas delas podem crescer melhor nas novas condições e ajudar a colónia a sobreviver.

Este mecanismo pode ser importante para ajudar as leveduras a sobreviver a curto prazo, refere True. Dá às células tempo para apreender alterações genéticas permanentes de que necessitam para sobreviver, que são depois passadas às futuras gerações.

Estas descobertas vão contra o pressuposto generalizado de que a evolução ocorre quando um organismo se adapta a uma alteração no seu ambiente, adquirindo mutações ao acaso no seu DNA.

Penso que todo o conceito é muito importante, refere o biólogo molecular Michael Snyder da Universidade de Yale. Outras proteínas em diferentes organismos podem ter um papel semelhante, sugere Snyder, alterando subtilmente a forma ou a quantidade das proteínas produzidas, mas não sabemos até que ponto esta situação é generalizada, conclui ele. 

 

 

Saber mais:

Lab-made prions trigger mad cow symptoms

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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