2004-08-15

Subject: A necessidade de comer menos carne

News of the Wild

 

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Em destaque:

A necessidade de comer menos carne 

 

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As reservas mundiais de água não serão suficientes para os nossos netos desfrutarem da mesma dieta que os países ocidentais mantêm actualmente, alertam os peritos.

Durante a World Water Week, a realizar em Estocolmo, o mundo vai ser alertado para o facto do crescimento da procura de carne e produtos derivados lácteos ser totalmente insustentável. 

Os animais necessitam de muito mais água que ração para produzir a mesma quantidade de alimentos, pelo que acabar com a má-nutrição e a fome irá requerer ainda mais água. Assim, os cientistas consideram que o mundo tem que alterar o seu padrão de consumo se pretender alguma esperança realista de se suprir a si próprio.

A conferência World Water Week decorre anualmente na capital sueca, organizada pelo Stockholm International Water Institute (SIWI), este ano de 15 a 21 de Agosto.

O SIWI refere, no seu relatório, que com cerca de 840 milhões de pessoas mal-nutridas ou sem uma fonte confiável de comida actualmente e outros 2 biliões até 2025, alimentar a população mundial, e arranjar a água necessária à produção dessa comida, continua a ser o nosso mais básico e difícil desafio.

O relatório, a ser apresentado na conferência e intitulado "Água: mais nutrição por gota", refere ainda: durante várias década, o crescimento da taxa de produção de alimentos foi superior ao do crescimento populacional mas agora quase todos os países estão a ficar sem água para obter mais produção.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) designa a má-nutrição como a "emergência silenciosa", considerando-a um factor em pelo menos metade das 10,4 milhões de crianças que morrem todos os anos.

Anders Berntell, director executivo da SIWI refere que o problema reside no facto de os alimentos humanos serem o principal consumidor a nível global de água, com a irrigação a ser responsável por 70% ou mais da água que usamos, para não falar os enormes volumes de água da chuva.

 

A questão fundamental é simples: temos que reduzir a quantidade de água que usamos para cultivar comida actualmente. Os animais alimentados com ração de cereais, e mesmo os que pastam, necessitam de muito mais água que as plantações de cereais.

No entanto, no mundo desenvolvido e em algumas zonas em vias de desenvolvimento, os consumidores exigem cada vez mais carne. 

É claro que as pessoas devem ter uma dieta saudável e em maior quantidade, não queremos impedir isso, mas será praticamente impossível alimentar as gerações futuras com a dieta ocidental actual.

A maioria de nós não se apercebe, pessoal ou politicamente, do desafio que representa encontrar água suficiente para produzir comida suficiente, mas em alguns países já é um problema diário.

Penso que o problema do futuro fornecimento de água para o mundo é de uma ordem de magnitude muito maior do que algumas vez pensámos, refere Berntell. Os ricos podem ser capazes de comprar a solução importando "água virtual", ou seja, a água que foi necessária para produzir a comida que comprar a países estrangeiros.

O transporte de água virtual é imenso, os australianos ficaram de boca aberta quando descobriram que, apesar de terem um país com importantes carências de água, são dos maiores exportadores mundiais de água sob a forma de carne, conclui ele. 

 

 

Saber mais:

Stockholm International Water Institute

United Nations Population Fund

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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