2004-08-11

Subject: Terapia génica cura macacos preguiçosos

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Terapia génica cura macacos preguiçosos

 

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Os primatas que tendem a adiar as suas tarefas podem ser transformados em viciados no trabalho, graças à terapia génica. A descoberta, que lança luz sobre o funcionamento do mecanismo de recompensa do cérebro, pode alargar a nossa compreensão das alterações de humor, como as depressões e os comportamentos obcessivo-compulsivo. 

Como muitos humanos, os macacos têm tendência para se desleixar quando o seu objectivo está distante, trabalhando cada vez mais febrilmente à medida que o prazo se aproxima. Mas quando um gene-chave está desligado, os primatas trabalham arduamente logo desde o início, revela este estudo agora publicado em PNAS Online.

A destruição do gene desencadeia uma espantosa transformação na ética de trabalho dos símios, refere Barry Richmond do National Institute of Mental Health, que estudou os animais.

A equipa de Richmond treinou 4 macacos para mover uma alavanca quando um ponto no monitor de um computador passasse de vermelho a verde. Os animais tinham que completar várias dessas tarefas antes de receberem uma recompensa. Para terem uma ideia de quantas tarefas lhes faltava realizar, uma barra cinzenta tornava-se cada vez mais brilhante à medida que prosseguiam. 

A equipa injectou seguidamente um pequeno segmento de DNA no cérebro de cada macaco, desligando temporariamente um gene crucial dos neurónios da zona envolvida no processamento dos sinais de recompensa. O gene codifica uma proteína designada receptor D2, que torna os neurónios mais sensíveis à dopamina, uma molécula química implicada na percepção da recompensa e sensações de prazer.

 

Quando o gene é desligado, os macacos não são capazes de antecipar quantas tarefas lhes faltam, antes de receberem a recompensa, logo deixam de adiar e trabalham arduamente durante todo o processo e realizando consistentemente menos erros.

Os macacos tornaram-se viciados no trabalho, explica Richmond, o que não tem nada a ver com o seu carácter habitual. A equipa espera que a sua descoberta ajude os investigadores a compreender o mecanismo cerebral que está por trás das alterações de humor, onde a percepção da recompensa está desregulada. 

Pessoas deprimidas, por exemplo, não conseguem considerar o trabalho compensador e os obcessivo-compulsivos ou os doentes de doença bipolar (maníaco-depressivos) trabalham frequentemente ansiosamente, com muito pouco sentimento de realização. 

O estudo sugere que os doentes deste tipo podem ter padrões alterados da expressão do receptor D2, hipótese que pode agora ser testada em humanos. 

 

 

Saber mais:

PNAS

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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