2004-08-09

Subject: Brincando com os clones da firma

News of the Wild

 

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Em destaque:

Brincando com os clones da firma 

 

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Para a maioria das pessoas, os 2 gatinhos que correm pela mansão de San Francisco podem não ser nada de especial mas para Lou Hawthorne, o seu dono, eles representam um avanço científico espantoso e muitos dólares.

A Genetic Savings and Clone (GSC), com sede em Sausalito, é a primeira firma do mundo a comercializar perante o público a clonagem dos seus cães e gatos. Cinco donos de gatos já se inscreveram para pagar $50000 para que os seus animais sejam copiados. Esta realidade está cada vez mais próxima com o nascimento, há 8 semanas, de Tabouli e Baba Ganoush, clones de uma gata de Bengala.

Este fim-de-semana Lou Hawthorne, dono da GSC, tornou públicos os seus invulgares animais de estimação. As duas gatinhas são idênticas, são clones da gata do meu filho, perfeitamente saudáveis e lindas, tal como a sua dadora genética Tahini, explicou o orgulhoso Hawthorne.

Este é mais um importante passo para a companhia que já tinha estado envolvida na clonagem do primeiro gato, há 3 anos. CC, diminutivo de Carbon Copy (papel químico) ou copycat (cópia), era um gato calico cujas manchas e cores eram diferentes da sua mãe genética.

O dono da GSC atribui a um novo método de clonagem a espantosa semelhança entre as gatinhas agora nascidas e a sua mãe genética Tahini. Hawthorne considera a transferência de cromatina, uma patente exclusiva da companhia de clonagem, é mais segura e eficiente que os métodos tradicionais.

Este processo é muito mais avançado que o utilizado para produzir o gato clonado CC e a ovelha Dolly, o primeiro animal clonado. Estes nascimentos são o primeiro sinal da clonagem comercial, refere ele.

Os críticos consideram que, apesar dos gatinhos parecerem normais, os animais podem apresentar defeitos escondidos. David Magnus,  co-director do Centre of Biomedical Ethics de Stanford alerta para a possibilidade de as próprias células usadas na clonagem puderem ter problemas relacionados com a idade.

Hawthorne não nega os limites da clonagem e está disposto a devolver o dinheiro aos seus clientes ou fornecer outro clone de graça, se os animais clonados apresentarem qualquer tipo de defeito genético. No entanto, ele considera que os resultados obtidos com Tabouli e Baba Ganoush são um ponto de viragem na senda da clonagem de animais de estimação.

 

O mundo precisa de ir para além da sequênciação genética e começar a olhar para os níveis de expressão de genes e é aí que a transferência de cromatina se revela muito superior à transferência nuclear. As taxas de expressão dos genes reflectem-se primeiro na saúde do animal pois dessa taxa estar correcta resulta a produção dos tipos celulares e na organização e funcionamento dos tecidos. 

Essas taxas também se reflectem em semelhanças a nível de coloração da pelagem, tamanho total do animal, forma da sua estrutura óssea e padrão facial, refere Hawthorne.

A GSC tenciona fazer nascer mais 2 clones de animais de estimação pertencentes ao pessoal, antes de iniciar a transferência de embriões de animais de clientes, esperando produzir esses clones antes do Natal. Lou Hawthorne alerta desde já que a companhia irá produzir cópias mas animais recém-nascidos, não cópias adultas exactas.

Até agora os gatinhos não foram sujeitos a testes independentes ou aos tradicionais processos de revisão científica mas Hawthorne refere que não tem qualquer problema em fornecer amostras genéticas que provem a linhagem genética de Tabouli e Baba Ganoush.

Iremos fornecer todos os dados necessários a esta confirmação independente, até porque a dadora Tahini ainda é viva, mas é fácil ver que estes animais ou são clones ou um caso espectacular de reprodução selectiva, alega ele.

Num processo comercial como o que pretendemos iniciar, seria muito estúpido brincarmos com a nossa reputação, continua Hawthorne. Essa reputação continuará a ser escrutinada à lupa até que os primeiros gatos comercialmente clonados deixem a linha de produção e o processo esteja aperfeiçoado para a produção do primeiro cão clonado.

Com já centenas de clientes a armazenar o DNA dos seus cães, Hawthorne está confiante que esse próximo e decisivo passo será dado brevemente, provavelmente no início do próximo ano.

Entretanto, Hawthorne tenciona levar as gatinhas em digressão pelo país e expo-las na Cat Fanciers Association em Nova York já em Outubro. 

 

 

Saber mais:

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@ Born to be Wild, 2004


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