2004-08-07

Subject: Subconsciente pode condicionar o sexo dos bebés

News of the Wild

 

Bem-vindo(a) a mais uma edição do boletim informativo  News of the  Wild

Este boletim é mantido pelo site Born to be Wild, para que não esqueça o seu lado selvagem ...

 

Em destaque:

Subconsciente pode condicionar o sexo dos bebés 

 

  Questões ou comentários para: borntobewild@clix.pt

Dê o site Born to be Wild a conhecer a um amigo!!

 

As mães que pensam que vão viver mais tempo têm maior probabilidade de dar à luz rapazes, revelou um estudo em mulheres britânicas. A descoberta apoia a uma teoria há muito proposta que considera que as mulheres podem, inconscientemente, influenciar o sexo do seu bebé.

Sarah Johns, da Universidade de Kent, pediu a 609 mães pela primeira vez, que já tinham dado à luz, que estimassem a sua longevidade. Subtraindo a idade da mãe, obteve o número de anos que a mulher espera ainda viver. Há medida que a longevidade esperada aumentava, também aumentava a probabilidade de terem tido um rapaz, cada ano a mais aumentava essa probabilidade em 1%.

A descoberta apoia uma teoria com 30 anos que sugere que as mulheres podem influenciar o sexo dos seus bebés de forma a aumentar a probabilidade de que os seus genes sejam passados às gerações futuras.

Os rapazes precisam de maiores cuidados que as raparigas, considera a teoria. Assim, quando os alimentos escasseiam e os recursos reduzidos, as fêmeas dão à luz preferencialmente fêmeas, que têm mais probabilidade de sobreviver aos tempos difíceis. No entanto, os machos são capazes de originar maior número de descendentes, pelo que quando os recursos são abundantes, as mães têm mais machos, maximizando o número de netos potenciais. 

Quando as mulheres tentam adivinhar a idade com que vão morrer estão, sem pensar nisso, a avaliar esses factores, refere Johns. Aperceber-se da sua potencial longevidade pode ser o produto observável de um mecanismo psicológico inconsciente e evoluído de avaliação das condições físicas e ambientais, diz ela.

 

Não algo que não tenha já encontrado na prática, explica a parteira Sue Jarman, do South Norwood Medical Centre em Londres. Segundo ela, faz sentido considerar que os filhos são biologicamente mais dispendiosos, pois os rapazes têm uma maior probabilidade de aborto espontâneo, exigindo mais cuidados da parte da mãe.

Após o nascimento, os machos também requerem mais investimento parental que as fêmeas, sendo geralmente amamentados até mais tarde, refere Jarman.

Este estudo está de acordo com outros, realizados em humanos e noutros animais. Mhairi Gibson, do University College London mostrou que as mulheres da Etiópia rural com baixos níveis de nutrição tinham uma maior probabilidade de dar à luz raparigas.

Mas o estudo é também um dos primeiros a mostrar o efeito em sociedades onde não existe uma falta de recursos óbvia. Pode existir um mecanismo fisiológico que influencie os factores psicológicos, refere Gibson. 

factores ambientais e físicos podem afectar os níveis de testosterona, que podem tornar as mulheres mais propensas a produzir filhos, considera Johns.

 

 

Saber mais:

Redução do número de fêmeas pode ter extinguido dinossauros

Mamíferos escolhem o sexo dos filhos

 

 

Comentar esta notícia           Imprimir

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja receber o boletim Born to be Wild clique aqui!!

Respeitar os animais é respeitarmo-nos a nós próprios!

@ Born to be Wild, 2004


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com