2004-08-06

Subject: Salmão + salmão = truta!

News of the Wild

 

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Salmão + salmão = truta!

 

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Investigadores japoneses abriram caminho a uma revolucionária técnica de reprodução que permite a salmões produzirem trutas. O método pode revolucionar a industria de de aquacultura e mesmo ressuscitar espécies extintas, alegam. 

Os investigadores conseguiram criar salmões macho que produzem esperma de uma espécie aparentada de truta. Quando usado para fertilizar ovos de truta, o esperma originou alevins de truta perfeitamente saudáveis, refere Goro Yoshizaki e seus colegas da Universidade de Ciências Marinhas e Tecnologia de Tóquio.

A técnica envolve células designadas primordiais germinativas (CPG), que podem ser encontradas em embriões e se podem desenvolver em espermatozóides ou óvulos. A equipa de Yoshizaki injectou CPG de trutas arco-íris Oncorhynchus mykiss em jovens machos de salmão masu Oncorhynchus masou, deixando, de seguida, o macho atingir a maturidade.

Quando o esperma do salmão adulto foi usado para fertilizar ovos de truta, 0,4% da descendência produzida era composta por trutas saudáveis, mostrando que as CPG injectadas se tinham tornado espermatozóides de truta. A restante descendência morreu muito jovem, mostrando que se formaram híbridos resultado de fecundação de ovos de truta por vulgar esperma de salmão. 

É a primeira vez que CPG transplantadas de uma espécie produziram descendência bem sucedida através de um progenitor de aluguer, de outra espécie, explica Yoshizaki. O acontecimento é ainda mais extraordinário pelo facto de o salmão e a truta serem nativos do leste da Ásia e da América do Norte, respectivamente, estando separadas por mais de 8 milhões de anos de evolução.

Os investigadores também pretendem descobrir se o transplante de CPG para fêmeas irá produzir óvulos saudáveis. A equipa espera resultados para o próximo ano, pois as fêmeas de salmão masu demoram 3 anos a atingir a maturidade.

 

Se a técnica resultar para os óvulos como para os espermatozóides, então as CPG podem ser uma possibilidade de preservar espécies ameaçadas ou mesmo recuperar espécies extintas, prevê Yoshizaki. Pudemos preservar CPG congeladas para sempre, pelo que, pelo menos em teoria, se uma espécie se extinguir pudemos transplantar as células para uma espécie aparentada.

As CPG podem ser uma útil ferramenta de conservação, refere Brendan McAndrew, que estuda a criação de peixe na Universidade de Stirling, mas acrescenta que a técnica ainda não foi testada em espécies com desenvolvimento mais complexo. Quase tudo o que se tenta nas trutas arco-íris parece funcionar, explica ele, outras espécies podem não ser tão simples.

Se a técnica funcionar realmente em outras espécies, pode muito bem ser a sorte dos apreciadores de sushi, espera Yoshizaki. O atum-rabilho é um ingrediente crucial de muitas receitas de sushi, mas porque chegam a pesar mais de 500 Kg, os peixes adultos são difíceis e dispendiosos de criar em aquacultura. Se o aparentado, mas muito mais pequeno, bonito for posto a produzir óvulos e espermatozóides de atum, sugere Yoshizaki, os jovens atuns podem ser criados em número elevado e posteriormente libertados para o mar para serem pescados pelos pescadores locais.

Esta será, com certeza, uma forma interessante de lidar com o apetite insaciável dos japoneses por atum-rabilho, refere McAndrew. No entanto, em última análise, as medidas de conservação são muito mais fiáveis que estas soluções de alta tecnologia. Os bonitos-pintados são muito mais complexos que as trutas, pelo que poderá não funcionar, alerta. Talvez seja mais prudente que o Japão deixe de pescar tanto atum selvagem. 

 

 

Saber mais:

Alaska Special

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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