2017-07-30

Subject: Células estaminais cerebrais abrandam envelhecimento em ratos

Células estaminais cerebrais abrandam envelhecimento em ratos

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@ Nature/Patrick Landmann/SPL

Células estaminais no cérebro podem ser a chave para prolongar a vida e abrandar o envelhecimento. Essas células, localizadas no hipotálamo (região do cérebro que produz hormonas e outras moléculas sinalizadoras), podem revigorar a função cerebral em declínio e a força muscular em ratos de meia-idade, de acordo com um estudo publicado na revista Nature.

Estudos anteriores sugeriam que o hipotálamo está envolvido no envelhecimento mas o estudo mais recente mostra que as células estaminais nesta região podem abrandar o processo. Isso faz sentido pois o hipotálamo está envolvido em muitas funções corporais, incluindo a inlamação e o apetite, diz Dongsheng Cai, neuroendocrinologista na Faculdade de Medicina Albert Einstein em Nova Iorque.

No seu estudo, Cai descobriu que as células estaminais do hipotálamo desaparecem à medida que os ratos envelhecem. Quando os investigadores injetaram os seus ratos com vírus que destroem essas células, os animais pareciam envelhecer mais depressa, revelando perdas de memória, força muscular, resistência e coordenação. Os ratos também morriam mais cedo que ratos não tratados da mesma idade.

Seguidamente, a equipa injetou células estaminais retiradas de hipotálamos de ratos recém-nascidos nos cérebros de ratos de meia-idade. Depois de quatro meses, estes animais tinham uma função cognitiva e muscular melhorada, quando comparados com ratos da mesma idade não tratados. Os animais tratados também iviam, em média, 10% mais tempo.

Os investigadores descobriram que estas células estaminais libertam moléculas conhecidas como microRNA, que ajudam a regular a expressão genética, para o líquido cefalorraquidiano. Quando a equipa injetou estes microRNA nos cérebros de ratos de meia-idade, descobriu que as moléculas abrandavam o declínio cognitivo e a degeneração muscular.

É um artigo interessante, diz Leonard Guarente, biólogo molecular no Instituto de Tecnologia do Massachusetts em Cambridge, que estuda o envelhecimento. Ele acrescenta que pode conduzir a várias formas de desenvolver terapias anti-envelhecimento em humanos.

Terapias com células estaminais podem melhorar a capacidade do hipotálamo de agir como um regulador principal, dado que os mais recentes resultados sugerem que controla o envelhecimento através de péptidos de sinalização, como hormonas e microRNA, diz Cai. A sua equipa está a tentar identificar qual dos milhares de tipos de microRNA produzidos está envolvido no envelhecimento e espera investigar se mecanismos semelhantes existem em primatas não humanos.

  As descobertas representam um avanço na investigação do envelhecimento, refere Shin-ichiro Imai, que estuda o envelhecimento na Universidade Washington em St Louis, Missouri.

Os próximos passos seriam associar estas células estaminais a outros mecanismos fisiológicos do envelhecimento, diz ele. Por exemplo, estas células podem ter um papel na regulação dos neurónios que libertam a hormona GnRH, segregada pelo hipotálamo e associada ao envelhecimento. Imai também gostaria de saber se os microRNA podem passar das células para a corrente sanguínea, que as transportaria para todo o corpo.

Cai suspeita que as terapias anti-envelhecimento que têm como alvo o hipotálamo precisariam de ser administradas na meia-idade, antes dos músculos e metabolismo de uma pessoa degenerarem para além de um ponto reversível.

Não é claro até que ponto a terpia poderá prolongar a vida humana mas Guarente diz que abrandar os efeitos do envelhecimento é o objetivo mais importante: “Viver mais tempo não é relevante se não formos saudáveis", diz ele.

 

 

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