2017-07-28

Subject: Crisântemos true blue produzidos com engenharia genética

Crisântemos true blue produzidos com engenharia genética

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@ Nature/Naonobu Noda/NARO

As rosas são vermelhas mas a ciência pode um dia destes torná-las azuis. Essa é uma das possíveis aplicações futuras de uma técnica que os investigadores usaram para criar, pela primeira vez e por engenharia genética, crisântemos azuis.

Os crisântemos existem numa variedade de cores, incluindo cor-de-rosa, amarelo e vermelho, mas tudo o que foi preciso para criar a tonalidade verdadeiramente azul, e não um violeta ou um tom azulado, foi manipular dois genes, relatam os cientistas num estudo publicado na revista Science Advances. A equipa refere que a abordagem pode ser aplicada a outras flores comercialmente importantes, incluindo cravos e lírios.

“Os consumidores adoram novidades”, diz Nick Albert, biólogo vegetal no Instituto de Investigação em Plantas e Alimentação da Nova Zelândia em Palmerston North, Nova Zelândia. E “as pessoas procuram ativamente plantas com flores azuis para compor os seus jardins."

Muitas flores são azuladas mas é raro encontrar um azul verdadeiro na natureza, diz Naonobu Noda, investigador vegetal na Organização Nacional de Investigação em Agricultura e Alimentação em Tsukuba, Japão, e autor principal do estudo. Cientistas, incluindo Noda, têm tentado produzir artificialmente flores azuis há anos mas esses esforços têm redundado em tonalidades violeta ou azuladas em flores como rosas e cravos. Parte do problema é que as flores naturalmente azuis não são suficientemente aparentadas com flores comercialmente importantes para se usar os métodos tradicionais (como cruzamentos controlados).

A maioria das flores verdadeiramente azuis expressam excessivamente genes que desencadeiam a produção de pigmentos conhecidos por antocianinas baseadas em delfinidina. O truque para obter flores azuis em espécies que naturalmente não têm essa cor é inserir a combinação certa de genes no seu genoma. Noda esteve muito perto de o conseguir num estudo de 2013, quando descobriu que acrescentar um gene da flor naturalmente azul Campanula medium no DNA de crisântemos Chrysanthemum morifolium, originava uma flor violeta.

Noda refere que a sua equipa esperava que fosse preciso manipular muito mais genes para obter o crisântemo azul que produziram no seu último estudo. Mas para sua surpresa, acrescentar apenas mais um gene, retirado da naturalmente azul Clitoria ternatea, foi o suficiente.

  As antocianinas podem tornar as pétalas vermelhas, violetas ou azuis, dependendo da estrutura do pigmento. Noda e os seus colegas descobriram que genes das duas espécies com flores naturalmente azuis alteravam a estrutura das antocianinas no crisântemo. Quando os pigmentos modificados interagiam com glucosídeos de flavona, as flores de crisântemo resultantes eram azuis. A equipa testou os comprimentos de onda originados pelas suas flores em várias formas para garantir que as flores eram verdadeiramente azuis.

A busca por flores azuis náo seria apenas aplicável ao mercado comercial de flores. Estudar a forma como estes pigmentos funcionam também pode ajudar na manufatura sustentável de pigmentos artificiais, diz Silvia Vignolini, física na Universidade de Cambridge, Reino Unido, que estudou a estrutura molecular das flores intensamente azuis.

Independentemente disso, produzir flores verdadeiramente azuis é “um grande feito e demonstra que a química subjacente ao azul é complexa e e ainda não está completamente compreendida", diz Albert.

 

 

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