2004-08-01

Subject: Antrax responsável por mortes misteriosas

News of the Wild

 

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Antrax responsável por mortes misteriosas 

 

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A cauda de morte de 9 chimpanzés que morreram misteriosamente no Parque Nacional Tai, na Costa do Marfim, entre 2001 e 2002 foi atribuída ao antrax, um desenvolvimento que colocou a bactéria na lista das principais ameaças à sobrevivência dos grandes primatas em África.

A descoberta foi confirmada pelo doutor Heinz Ellerbrok do Robert Koch Institute em Berlim e pelo doutor Fabian Leendertz do Max Planck Institute, e agora publicada na revista Nature.

Leendertz revelou em entrevista que os chimpanzés não apresentavam, de modo geral, sintomas de doença até estarem à beira da morte: um (...) teve repentinamente problemas para se levantar, vomitou duas vezes, conseguiu subir para uma pequena árvore perto e caiu morto, conta ele. 

O antrax junta-se agora à desflorestação, ao comércio de "carne selvagem" e a outras doenças, como o ébola, na crescente lista de ameaças de extinção para os grandes primatas.

Leendertz refere que o ébola foi uma das primeiras suspeitas, como responsável pela morte dos animais, pois também é de acção muito rápida, mas dado que os sintomas eram tão pouco definidos houve um certa demora em identificar o antrax como o verdadeiro problema.

Entretanto, Ellerbrok alarma-se com o facto de que o antrax nunca tinha sido encontrado em primatas selvagens ou mesmo no ambiente de floresta tropical húmida. Sabemos que o antrax pode afectar os grandes primatas, mas esta bactéria nunca tinha sido encontrada na floresta tropical. Foi uma grande surpresa para nós, daí termos levado tanto tempo a pensar nesta causa. 

A questão crucial da origem do antrax ainda permanece sem resposta: Sabemos que está cá, mas não temos nenhuma ideia de onde terá vindo, quer por estar na região há décadas ou por ter sido introduzido recentemente, a partir dos países vizinhos.

 

O mistério é ainda mais complexo porque o antrax não pode ser passado de chimpanzé para chimpanzé. As bactérias têm que ser ingeridas de alguma forma, seja inalando os seus esporos ou consumindo carne infectada ou através de lesões na pele, explica Ellebrok. 

Uma possibilidade é a carne que os chimpanzés ingerem, caçando várias espécies de macacos. No entanto, os chimpanzés tinham estado sob constante vigilância e nenhum foi visto a caçar nos dias anteriores à morte.

Ellerbrok sugere outra possibilidade, a de um animal morto pelo antrax ter caído sobre uma fonte de água e tê-la contaminado para os restantes. Tem que existir uma fonte comum, enfatiza ele. Em dois dos três surtos que observámos, vários animais foram afectados simultaneamente.

Entretanto, existe agora a preocupação de que, com o florescente comércio de "carne selvagem", o antrax seja passado ao Homem, refere Ellerbrok. Não se trata apenas do antrax, existem outros agentes perigosos e retrovírus na floresta. 

Se o antrax passar para o Homem, o governo da Costa do Marfim deverá organizar uma campanha alertando para os perigos do consumo de "carne selvagem". Estamos a trabalhar em contacto com os institutos locais de saúde para detectar uma possível contaminação rapidamente, conclui. 

 

 

Saber mais:

Robert Koch Institute

Max Planck Institute

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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