2017-05-02

Subject: Relatório sobre Ártico sobe estimativas de subida do nível do mar

Relatório sobre Ártico sobe estimativas de subida do nível do mar

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@ Nature

O Ártico está a aquecer mais de duas vezes mais rápido que o resto do planeta, sugere uma enorme avaliação da região. O aquecimento está a acelerar o degelo do gelo ártico e a aumentar o nível do mar.

O relatório, compilado por mais de 90 cientistas, documenta a miríade de alterações que já estão em curso no Ártico devido às alterações climáticas, desde o declínio do gelo marinho e desaparecimento dos glaciares a alterações nos ecossistemas e padrões climáticos. De 2011 a 2015, revela a avaliação, o Ártico esteve mais quente do que em qualquer outro momento desde o início dos registos, por volta de 1900.

O gelo marinho continua em declínio e a extensão de neve nas regiões árticas da América do Norte e Eurásia em junho era metade do que se observava antes de 2000.

As descobertas surgem na parte Neve, água, gelo e Permafrost do relatório sobre o Ártico, uma avaliação compilada a cada par de anos pelo Programa de Monitorização e Avaliação do Ártico, um corpo científico que informa os governos que fazem parte do Conselho Ártico, um fórum para questões que afetam a região. A última avaliação foi feita em 2011.

“A mensagem a retirar daqui é que o Ártico está a desfazer-se", diz Rafe Pomerance, que preside a uma rede de grupos conservacionistas conhecido por Arctic 21 e antigo assistente do secretário de estado do ambiente e desenvolvimento na administração Bill Clinton. “O destino do Ártico tem que sair do domínio científico e passar para o domínio das políticas governamentais."

O relatório sobre as projeções para a subida global do nível do mar, que leva em conta todas as fontes de degelo, incluindo o Ártico. O novo mínimo estimado é quase o dobro das estimativas lançadas pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) em 2013 para alguns dos cenários de emissões.

  De facto, os últimos cálculos de estimativas médias do IPCC para o nível do mar devem passar a ser consideradas estimativas mínimas.

Num cenário, que assume que as emissões de carbono sobem ligeiramente acima dos níveis definidos pelo acordo climático de Paris de 2015, mas ainda assim sofrem uma redução considerável, o nível do mar aumentaria pelo menos 0,52 metros até 2100, comparando com 2006. Num cenário de manutenção das emissões, a subida mínima seria de 0,74 metros.

Apesar de reduções agressivas das emissões de gases de efeito de estufa fazerem uma diferença crucial no final do século, ainda assim deverão ocorrer alterações dramáticas nas próximas décadas, diz Morten Skovgård Olsen, coordenador da avaliação e líder do programa Ártico do ministério da energia dinamarquês. “O Ártico que vamos ter em meados do século será muito diferente do atual."

 

 

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