2017-04-18

Subject: A razão por que os atacadores se desatam

A razão por que os atacadores se desatam

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Oliver O’Reilly estava a ensinar a sua a filha a atar os atacadores dos sapatos quando percebeu que não nenhuma ideia sobre qual seria a razão porque os atacadores repentinamente se desatavam. Quando procurou uma resposta, tornou-se aparente que ninguém sabia.

Por isso, O’Reilly, engenheiro mecânico na Universidade da Califórnia, Berkeley, desafiou dois dos seus colegas a ajudá-lo a perceber o porquê. Num artigo publicado na revista Proceedings of the Royal Society A, eles demonstram que uma combinação de forças atuam nos nós dos atacadores de modo a provocar uma falha súbita e descontrolada.

Os cientistas esperavam que os nós se desatassem lentamente mas o seu vídeo em câmara lenta dos atacadores de um corredor numa passadeira revelou que os nós falham rapidamente, no espaço de tempo de uma ou duas passadas. Para compreenderem porquê, O’Reilly e os seus colegas usaram um acelerómetro na pala de um sapato para medir as forças que atuam sobre o nó. Descobriram que quando caminhamos, a combinação de impacto e aceleração sobre o atacador atinge uns espantosos 7G, o equivalente à força sentida durante a reentrada de uma nave na atmosfera terrestre.

Mais experiências demonstraram que bater com os pés ou balançá-los para a frente e para trás não era suficiente para o nó se desatar, era preciso o efeito conjunto das duas forças para o desatar: os repetidos impactos afrouxavam-no e as mudanças de direção puxavam os laços.

Este interesse na razão porque os nós se desatam não é puramente académico, explica Khalid Jawed, engenheiro mecânico na Universidade Carnegie Mellon em Pittsburgh, Pennsylvania.

  Os nós dos atacadores são os mais simples, conhecidos por nós de trevo (ou trifólios), explica ele. A maioria dos nós que mais usamos são apenas uma combinação de nós de trevo logo "se compreendermos como os nós simples funcionam e falham, poderemos compreender os nós mais complexos".

Isto pode ajudar a criar melhores nós de cirurgia e fibras mais fortes, quem sabe até desvendar as razões por que cabos ópticos no fundo do mar se emaranham e partem. Também poderá melhorar a forma como os animadores de computador imitam o movimento do cabelo pois este move-se e torce-se de forma semelhante à dos laços e nós.

O’Reilly encoraja as pessoas a fazerem as suas próprias observações da próxima vez que andarem ou correrem, experimentando diversos tipos de nós mas sempre com cuidado, para não tropeçarem.

 

 

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