2004-07-30

Subject: Avistado elefante branco no Sri Lanka

News of the Wild

 

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Avistado elefante branco no Sri Lanka 

 

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Um raro elefante albino foi avistado a vaguear pelo Parque Nacional Ruhunu do Sri Lanka, o primeiro do seu género a ser visto no país.

O pálido paquiderme, que se pensa ter cerca de 11 anos de idade, vive com uma família de 17 fêmeas adultas e juvenis. Seguir os passos da manada pode ajudar os investigadores a desenvolver estratégias de protecção e gestão dos elefantes do Sri Lanka. 

Esta é uma rara e excelente oportunidade de investigação, refere Dayananda Kariyawasam, directora-geral do Departamento de Conservação da Vida Selvagem do Sri Lanka, que está agora a seguir os progressos do animal.

O elefante fêmea, baptizada Sue segundo o termo local para "branco", foi avistada diversas vezes nas últimas semanas. Ela está apenas a vaguear pela região, explica o veterinário Vijitha Berera do Centro de Conservação e Investigação de Colombo, onde os avistamentos foram feitos. Temos muitas esperanças que ele esteja grávida, conclui ele.

Já existiram rumores da presença de um elefante albino na zona há cerca de 7 anos, apesar de a sua existência nunca ter sido confirmada. Agora, Berera acredita que se trate do mesmo animal.

O albinismo é uma situação extremamente rara na natureza e resulta da impossibilidade do corpo do animal produzir melanina, o pigmento que dá cor ao pelo, pele e olhos. Uma variedade de mutações genéticas pode originar esta doença, que surge ocasionalmente em aves, répteis e mamíferos.

Os investigadores esperam testar os excrementos do elefante albino para determinar qual a mutação que apresenta. Na maioria dos casos, os genes do albinismo são recessivos, significando que o animal tem que herdar duas cópias desse mesmo alelo (uma de cada progenitor) para se tornar albino. Assim, a não ser que o elefante branco do Sri Lanka encontre um macho com o mesmo alelo, não é provável que ela dê à luz um elefante albino.

 

Mas esta possibilidade está cada vez maior, refere Mary Pearl, presidente do Wildlife Trust, pois à medida que o número de elefantes diminui e os cruzamentos consanguíneos se tornam mais comuns, as anomalias genéticas vão-se tornando mais prováveis. É provável, portanto, que vejamos mais elefantes brancos no futuro.

Apesar de Sue parecer saudável, a falta de pigmentação pode tornar os animais mais susceptíveis a problemas de pele e olhos. Snowflake, um gorila albino que viveu no zoo de Barcelona durante 37 anos, sofria de cancro de pele e foi abatido no ano passado. 

No Sri Lanka, a desflorestação está a destruir o habitat natural dos elefantes, estando a maioria dos 4000 animais restritos a áreas protegidas, embora possam invadir áreas cultivadas em busca de alimento. 

Quando isto acontece são muitas vezes alvejados, refere Berera. Peto de 3 elefantes morrem a cada semana por este motivo. Mas ele espera que a descoberta permaneça segura: a maioria das pessoas considera os elefantes brancos um sinal de boa sorte, pelo que ela deve ser deixada em paz. 

 

 

Saber mais:

Department of Wildlife Conservation, Sri Lanka

Wildlife Trust

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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