2017-03-23

Subject: Árvore filogenética dos dinossauros sofre reviravolta

Árvore filogenética dos dinossauros sofre reviravolta

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@ NatureA antiga divisão dos dinossauros em animais com bacia tipo ave, como o Stegosaurus, e os com bacia tipo lagarto, como o Brachiosaurus e o Tyrannosaurus rex, pode já não válida, de acordo com um estudo agora publicado na revista Nature.

Entre outras propostas alterações à árvore filogenética dos dinossauros, os gigantescos herbívoros de pescoço longo como o Brachiosaurus, já não são considerados tão aparentados com os terópodes carnívoros bípedes, como o T. rex, do que se considerava em árvores anteriores.

“Trata-se de uma alteração de manual, se continuar a ramificar-se”, diz Thomas Holtz, paleontólogo de vertebrados na Universidade do Maryland em College Park. “Esta é apenas uma análise mas é rigorosa."

O novo estudo avalia o grau de parentesco entre 74 espécies de dinossauros espalhadas por toda a árvore filogenética com base em semelhanças ou diferenças em mais de 450 características anatómicas, diz Matthew Baron, paleontólogo de vertebrados na Universidade de Cambridge, Reino Unido, que liderou o estudo.

A maioria das espécies consideradas na análise viveram nos primeiros 100 milhões de anos do reinado dos dinossauros. O fóssil de dinossauro mais antigo conhecido data de há cerca de 243 milhões de anos e os últimos, bem como uma miríade de outros seres, morreram em massa há cerca de 66 milhões de anos, deixando as aves como seus únicos descendentes.

A revisão mais notável de Baron cola a linhagem dos terópodes com bacia de lagarto ao ramo que alberga todos os dinossauros com bacia de ave (os ornitísquios), como o Stegosaurus e o Triceratops. A análise da equipa indica que os membros dos dois grandes grupos partilham 21 características anatómicas, onde se incluem desde a típica crista na maxila à fusão de alguns ossos nos membros posteriores. Para este novo ramo amalgamado da árvore filogenética a equipa ressuscitou o nome de um grupo que foi inicialmente proposto na década de 1870 mas posteriormente deixado cair, Ornithoscelida, do grego 'com patas de ave'.

Para além de virar de cabeça para baixo décadas de ideias aceites sobre as relações entre as várias linhagens de dinossauros, o novo estudo indicia que os primeiros dinossauros podem ter surgido há cerca de 247 milhões de anos, um pouco mais cedo do que se pensava. Também parecem ter surgido no que agora é a América do Norte e não na Gondwana como se considerava.

  Numa artigo de acompanhamento News & Views, Kevin Padian, paleontólogo de vertebrados na Universidade da Califórnia, Berkeley, apelida as descobertas da equipa uma “original e provocadora reavaliação das origens e relações dos dinossauros". Como Baron usou métodos bem aceites, salienta ele, os resultados não podem ser simplesmente apelidados de opinião ou especulação.

Hans-Dieter Sues, paleontólogo de vertebrados no Museu de História Natural do Smithsonian em Washington DC, considera que o estudo deve lançar a discussão "mas eu teria cautela em reorganizar já a árvore filogenética dos dinossauros". Para já, as análises dos paleontólogos das relações entre as espécies dependem muito de quais as espécies consideradas, bem quais e quantas características anatómicas se incluem, diz ele.

A descoberta de novas espécies de dinossauros ou de espécimes mais completos daquelas que já se conhecem também poderão conduzir futuras análises de volta a arranjos atualmente aceites das linhagens de dinossauros, diz Sues. Nos últimos anos, a América do Sul forneceu um maná de descobertas de novos dinossauros e as rochas norte-americanas dos primeiros tempos dos dinossauros ainda têm que ser detalhadamente analisadas, como as sul-americanas da mesma idade: “Para muitas regiões do mundo, há muito que não sabemos sobre o registo fóssil."

 

 

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