2016-12-05

Subject: Desflorestação atinge novo pico no Amazonas

Desflorestação atinge novo pico no Amazonas

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@ Nature/Rodrigo Baléia/Greenpeace

A desflorestáção ilegal no Amazonas brasileiro tem disparado desde 2015, traendo a sua taxa para o seu valor mais elevado em 8 anos. A descoberta fez aumentar os receios de que o país possa perder uma década de progresso na proteção da floresta.

Numa análise de dados de satélite agora conhecida, o Instituto Nacional de Investigação Espacial brasileiro (INPE) em São José dos Campos, estima que 7989 quilómetros quadrados de terra (praticamente a mesma área que a de Porto Rico) foi destruída entre Agosto de 2015 e Julho de 2016. O total foi 29% acima dos valores do ano anterior e 75% acima dos níveis de 2012, quando a desflorestação atingiu um mínimo histórico de 4571 quilómetros quadrados.

A tendência atual ilustra um crescente sentimento de impunidade, bem como um sentimento de traição por parte dos donos das terras, que ainda não beneficiaram da agenda de desenvolvimento sustentável, diz Daniel Nepstad, ecologista tropical que lidera o Instituto de Inovação da Terra, uma organização ambientalista de San Francisco, Califórnia: “Tem havido muita conversa sobre a melhoria do estilo de vida de agricultores e rancheiros se pararem de abater a floresta mas na prática ainda estão à espera."

O Brasil esteve na ribalta mundial perto de uma década após a queda da taxa de desflorestação em 2015, graças em parte à aplicação mais eficiente por parte do governo da lei e por compromissos para reduzir a deslorestação por parte das industrias da carne e da soja. Mas o sucesso do governo virou-se contra si pois o Congresso relaxou as leis de proteção da floresta em 2012 e muitos decisores estão a pressionar para que se vá ainda mais longe, como forma, alegam, de promover o desenvolvimento no Amazonas.

  Nesse meio tempo, o país tem sido abalado pela recessão económica e pela sempre presente corrupção política. isto desviou simultaneamente dinheiro e atenção da aplicação das leis ambientais, fortalecendo os rancheiros e comerciantes ilegais de terras a retomar a destruição, diz Paulo Barreto, investigador no Instituto Amazónico dos Povos e Ambiente, um grupo ativista de Belém.

Barreto salienta que o preço da carne subiu, tal como a dimensão dos troços de floresta que são destruídos, um sinal que gente importante está a investir na desflorestação ilegal. Com o governo brasileiro fraco como está, Barreto prevê que a industria da carne em particular tente impedir a venda de carne vinda de zonas desflorestadas.

Isto pode parecer estranho mas é uma questão de interesse próprio: a imagem da industria, interna e externa, depende do sucesso continuado de proteção do Amazonas: “No fim, isto é mau para o Brasil, não apenas em termos ambientais mas também em termos de mercados agrícolas."

 

 

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