2004-07-28

Subject: Baleias Ilibadas na competição com pescadores 

News of the Wild

 

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Baleias Ilibadas na competição com pescadores 

 

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As baleias e outros mamíferos marinhos não destroiem os stocks pesqueiros para satisfazer os seus apetites de 600 milhões de toneladas por ano, relataram os cientistas durante o encontro anual da Comissão Internacional de Caça à Baleia.

Os resultados desta investigação geraram reacções conflituosas, no momento em que o Japão e a Noruega anunciaram a sua intenção de aumentar as capturas de baleias. 

Um dos argumentos mais utilizados pelo Japão para justificar o aumento da caça à baleia com "fins científicos" é a necessidade de determinar que quantidade de peixe as baleias estão a consumir, enquanto a Noruega propõe triplicar a sua quota anual de baleias anãs capturadas, pelo menos em parte devido ao suposto efeito dos animais nas pescas.

O estudo, levado a cabo por Daniel Pauly e Kristin Kaschner da Universidade da British Columbia em Vancouver, é o primeiro a correlacionar os mamíferos marinhos e a pesca em todos os oceanos terrestres. O estudo utilizou modelos de computador para dividir os oceanos em 180000 células, sobrepondo em cada uma o que se sabe sobre a espécie que habita essa zona e registo de capturas da industria pesqueira.

Os autores descobriram que menos de 1% de todo o alimento consumido pelos mamíferos marinhos provém de áreas que se sobrepõem com as pescas.

Não se pode utilizar o argumento que as baleias competem com a industria pesqueira e, por esse motivo, tem que se reduzir o seu efectivo, explica Kaschner, não faz nenhum sentido. As baleias simplesmente não comem a mesma comida nas mesmas áreas que nós. 

Há muito que o Japão tem usado o argumento de que as populações de baleias devem ser controladas para que não se tornem uma espécie de praga oceânica, destruindo o peixe de que o Homem depende.

 

Esta investigação, de uma vez por todas, mostra que tal não é verdade, refere Kitty Block, advogado de direito internacional da The Humane Society International. Estamos perante um máximo da utilização das redes de arrasto, da pesca de linha longa, e muitos outros métodos humanos de sobre-exploração dos oceanos. Não tem nada a ver com as baleias, conclui ela.

No entanto, os delegados japoneses referem que o estudo é consistente com os seus próprios resultados, pois mostra uma sobreposição entre o habitat de mamíferos marinhos e as pescas ao largo do Japão e da Islândia. 

Os autores admitem que existem potenciais zonas quentes de interacção entre os mamíferos marinhos e a industria pesqueira, que "requerem uma investigação mais detalhada para estabelecer a extensão real do problema". Estas áreas incluem o sistema de Benguela ao largo da costa sudoeste da África do Sul, onde o aumento do efectivo populacional de focas pode afectar os stocks de pescada. 

No entanto, os autores relatam que o tipo mais comum de conflito é aquele em que a industria pesqueira tem um impacto adverso nas espécies de mamíferos marinhos, e não o inverso. Por exemplo, no Mar de Bering, as pescas podem ter um impacto negativo sobre a população ameaçada de leões marinhos de Steller. 

 

 

Saber mais:

IWC

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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