2016-10-30

Subject: Vida selvagem em declínio: vertebrados perdem 58% em quatro décadas

Vida selvagem em declínio: vertebrados perdem 58% em quatro décadas

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As populações de mamíferos, aves, anfíbios, peixes e outros vertebrados selvagens sofreram declínios de mais de 50% entre 1970 e 2012, de acordo com o relatório das organizações ambientalistas WWF e Zoological Society of London (ZSL).

Atividades como a desflorestação, caça furtiva e alterações climáticas antropogénicas são as principais culpadas deste declínio e se a tendência continuar em 2020 o planeta terá perdido dois terços da sua biodiversidade de vertebrados, refere o relatório Planeta Vivo 2016: “Não há sinais de que esta taxa de declínio abrande."

“Através de continentes, água doce e oceanos, as atividades humanas estão a forçar as populações e sistemas naturais ao limite", diz Marco Lambertini, diretor-geral do WWF International.

A principal ameaça que as populações em declínio enfrentam é a perda de habitat, causada pelo abate de árvores, agricultura e perturbação de sistemas de água doce. As populações de água doce, que sofreram declínios de 81%, estão de forma cada vez mais evidente a sofrer mais que as populações terrestres.

“Um declínio populacional médio que ultrapassa os 80% é, francamente, aterrador”, diz Mike Hoffmann, cientista sénior da Comissão de Sobrevivência de Espécies da União Internacional para a Conservação da Natureza em Cambridge, Reino Unido. “Estas são, sem dúvida, as evidências mais assustadoras dos danos que estamos a causar aos nossos ambientes de água doce."

A análise, que é publicada a cada dois anos, junta dados de mais de 3 mil fontes que consistentemente seguem as populações, incluindo projetos de monitorização a curto e a longo prazo.

  Segue o estado de 14152 populações de cerca de 3700 espécies de vertebrados mas não pretende ser abrangente: apesar de várias centenas de espécies (muitas das quais peixes) terem sido adicionadas desde a edição de 2014, os dados têm "importantes falhas geográficas", reconhece o relatório, pois muitos dos seus dados estão concentrados na Europa ocidental.

Outra distorção do estudo é o facto de a atenção da monitorização poder estar desproporcionalmente focada em populações que já estão em declínio, salienta notes Hoffman. O padrão global de declínio estará a esconder alguns aumentos populacionais, recorda ele.

Ainda assim, Hoffmann diz que as distorções deverão diminuir á medida que novos esquemas de monitorização contribuem com dados de regiões ou espécies como amostragens reduzidas.

Rhys Green, perito em conservação na Universidade de Cambridge, Reino Unido, concorda que os dados podem conter distorções mas refere que os métodos e dados estão substancialmente melhorados desde o relatório de 2014: “Nenhum conjunto de dados ou procedimentos estatísticos pode fornecer um resultado perfeito mas este é o melhor indicador que temos e é valioso para os decisores."

 

 

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