2016-10-16

Subject: Alcançado acordo para proibição de gases que agravam alterações climáticas

Alcançado acordo para proibição de gases que agravam alterações climáticas

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@ Nature/Gleb Garanich/REUTERS

Os negociadores de 197 países alcançaram um acordo histórico para reduzir as emissões de refrigerantes químicos que contribuem para o aquecimento global.

O acordo, finalizado no encontro das Nações Unidas em Kigali, Ruanda, pode reduzir as emissões projetadas até 88% ao longo do século XXI: “É um grande acordo para o clima", diz Guus Velders, perito atmosférico no Instituto Nacional de Saúde Pública e Ambiente em Bilthoven, Holanda.

O pacto representa a maior expansão do Protocolo de Montreal, que foi criando em 1987 para acabar com a destruição da camada de ozono. Esse tratado controlou com sucesso os químicos destruidores do ozono usados como refrigerantes e outros processos industriais mas muitos dos seus substitutos (conhecidos por hidrofluorocarbonetos ou HFC) são potentes gases de efeito de estufa. Os governos vão agora usar o acordo de Montreal para promover uma nova geração de compostos seguros tanto para a camada de ozono, como para o clima.

Os HFC são uma pequena mas crescente parte das emissões de gases de efeito de estufa. Os cientistas projetam que estes compostos possam contribuir com até 0,5°C de aquecimento até ao final do século se continuarem por controlar. Os cálculos de Velders sugerem que essa contribuição pode ser reduzida para apenas 0,06°C, assumindo que os países cumprem os calendários estabelecidos pelo acordo de Kigali.

O pacto surge no meio de intensa atividade internacional para lidar com as alterações climáticas. A 6 de Outubro, a Organização Internacional da Aviação Civil das Nações Unidas chegou a um acordo para abrandar o crescimento das emissões devidas à aviação e no dia anterior a Comissão Europeia permitiu ultrapassar um limiar crítico ao juntar-se ao Acordo Climático de Paris de 2015, garantindo que este entra em vigor este ano.

Mas os ativistas consideram o acordo dos HFC algo singular: o acordo da aviação foi criticado por ser demasiado fraco e ainda nem começamos a testar a eficácia do acordo de Paris mas a maquinaria do Protocolo de Montreal já provou ser muitíssimo eficaz na promoção e difusão de tecnologias amigas do ambiente por todo o mundo. “Estamos muito confiantes que este tratado seja um sucesso", diz Durwood Zaelke, presidente do Instituto para o Desenvolvimento Sustentável de Washington DC.

  Uma importante diferença é que a indústria química tem sido capaz de desenvolver alternativas viáveis aos químicos em questão. Os países desenvolvidos agem primeiro e ajudam a pagar a conversão posterior nos países em desenvolvimento. Muito do debate em Kigali esteve centrado no intervalo de tempo que os países terão para fazer a transição.

Apesar de os Estados Unidos e outros países desenvolvidos terem pressionado para uma implementação rápida, o acordo final relaxou o calendário para países como a Índia e outros países em desenvolvimento. Isso deixa trabalho para fazer mas o Protocolo de Montreal tem uma história de estabelecer metas iniciais e apertar as exigências ao longo do tempo, á medida que as tecnologias evoluem e os custos se reduzem, diz Zaelke.

“É uma tese de doutoramento explicar porque levámos sete anos a chegar a este ponto", diz David Fahey, perito atmosférico na Administração Nacional Oceânica e Atmosférica em Boulder, Colorado, e copresidente do painel de avaliação científica do Protocolo de Montreal.

 

 

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