2004-07-26

Subject: Transplante oferece esperança a vítimas de trombose

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Transplante oferece esperança a vítimas de trombose

 

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Transplantes de células estaminais de fetos humanos podem ajudar a reparar danos cerebrais causados por tromboses. Este tem sido um objectivo de longa data dos investigadores, e finalmente um estudo em ratazanas produziu os resultados mais prometedores até à data, mostrando que células transplantadas podem dirigir-se para as zonas danificadas do cérebro e dar origem a neurónios substitutos.

O próximo passo é provar que as células podem reverter a paralisia nos roedores, antes de avançar com estudos em primatas e no Homem. Não estamos a dizer que podemos tratar pacientes imediatamente, mas é um enorme avanço, explica Gary Steinberg da Universidade de Stanford, que liderou o estudo.

A trombose é a causa principal de incapacidade em adultos e a terceira maior causa de morte nas nações desenvolvidas. O problema ocorre quando um vaso sanguíneo que transporta oxigénio e nutrientes para o cérebro fica bloqueado ou rebenta. Os neurónios começam imediatamente a sufocar e a morrer.

Espera-se que as células estaminais, que podem desenvolver-se em qualquer tipo de célula adulta, sejam capazes de substituir o tecido danificado. 

A equipa de Steinberg retirou células estaminais neurais de fetos humanos com 16 a 20 semanas de idade e cultivou-as em presença de químicos promotores de crescimento, de forma a obter milhões de células para transplante.

Sete dias depois de induzir cirurgicamente tromboses nas ratazanas, os investigadores transplantaram perto cerca de 300000 células para o cérebro de cada roedor. Um mês depois, uma média de 100000 das células transplantadas ainda estavam vivas nos cérebros das ratazanas e perto de metade delas tinha-se diferenciado em neurónios.

As restantes células ainda mantinham o aspecto de células estaminais ou tinham-se diferenciado em astrócitos, um tipo de célula de apoio aos neurónios. Algumas das células transplantadas tinham migrado um milímetro ou mais para além do ponto de injecção, em direcção às zonas danificadas.

Estes são todos sinais positivos, considera a equipa. Sugerem que as células transplantadas localizaram as zonas danificadas e se deslocaram para lá, transformando-se nos tipos celulares necessários à reparação da zona.

 

Steinberg considera que as células estaminais fetais têm vantagens em relação ao mesmo tipo celular de adultos ou de embriões. As células estaminais de adulto existem no cérebro mas são difíceis de obter, sobrevivem menos após o transplante e são menos versáteis que as mais jovens. As células estaminais de embriões humanos, retiradas logo nos primeiros estádios de desenvolvimento, têm o potencial de se transformar em qualquer tipo de célula adulta, mas há grande controvérsia ética quanto à sua utilização.

É um trabalho muito encorajador, refere o especialista em células estaminais Erik Miljan, da companhia inglesa de biotecnologia ReNeuron, que também está a tentar desenvolver uma terapia com células estaminais para a trombose.

Ainda há muito trabalho a realizar, no entanto. Centenas de milhões de células seriam necessárias para a realização de testes clínicos em humanos e não é claro que estas células sejam capazes de crescer nessa escala. Períodos prolongados de cultura podem reduzir o crescimento celular e originar anomalias genéticas.

Outra abordagem seria transferir o gene responsável pelo crescimento para as linhas de células estaminais e impede a formação de defeitos genéticos, refere Miljan. Estas células modificadas poderiam, de seguida, ser usadas no tratamento da trombose e outras doenças neurodegenerativas, como o Parkinson e o Alzheimer. 

 

 

Saber mais:

Stem cells web focus

The Stroke Association

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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