2016-08-21

Subject: Revelado genoma bateriano radicalmente alterado

Revelado genoma bateriano radicalmente alterado

Dificuldades em visualizar este e-mail? Consulte-o online!

@ Nature/BSIP/UIG Via Getty Images

Biólogos sintéticos relataram a maior alteração á data de um genoma bacteriano, um feito, publicado na última edição da revista Science, que envolveu mudar 3,8% dos pares de bases da bactéria Escherichia coli.

Os cientistas substituíram 7 dos seus 64 codões por outros que codificam os mesmos aminoácidos e foram capazes de reduzir o número de codões ao sintetizar o DNA em 55 fragmentos, cada um com 50 mil pares de bases. No entanto, ainda têm que voltar a unir esses fragmentos para obter uma E. coli funcional.

Apesar disso, a equipa liderada por investigadores da Faculdade de Medicina de Harvard em Boston, Massachusetts, considera este um passo crucial para o objetivo de criar organismos com novas propriedades, como a resistência é infeção por vírus. Os biólogos sintéticos, incluindo George Church, de Harvard, relataram os seus resultados na revista Science e consideram que o trabalho também serve de protótipo para o Projeto do Genoma Humano-Escreve, no qual os cientistas tencionam sintetizar um genoma humano.

“Isto é a demonstração de que este tipo de modificação radical é exequível", diz Church.

“Reduzir de 64 para 57 codões é um desvio dramático do que existe na natureza”, diz Farren Isaacs, biólogo sintético na Universidade de Yale em New Haven, Connecticut, que trabalhou com Church em estudos de recodificação anteriores mas não esteve envolvido neste projeto. “É um passo em frente muito importante para a demonstração da maleabilidade do código genético e como tipos completamente novos de funções biológicas e propriedades podem ser extraídos de organismos através de genomas recodificados.”

O laboratório de Church, e outros, já tinham demonstrado nateriormente que era possível recodificar aminoácidos únicos em E. coli de forma a que a bactéria pudesse incorporar aminoácidos que não existem na natureza. Esses organismos reprogramados são altamente resistentes a infeções virais pois já não contêm a maquinaria genética comum a todos os organismos naturais que os vírus exploram para sobreviver. Também podem ser transformados em organismos completamente dependentes de aminoácidos sintéticos na sua dieta, de forma a evitar o receio de as bactérias recodificadas escapem do laboratório e provoquem o caos na natureza.

A recodificação usada neste último estudo é um processo lento e difícil e provavelmente não seria possível há alguns anos. A A velocidade da edição e da síntese de DNA aumentou estrondosamente na última década, permitindo projetos de engenharia genética muito mais ambiciosos.

“Este projeto é a uma escala sem precedentes, é o maior genoma completamente sintetizado que alguma vez foi produzido e, de longe, o com maiores alterações funcionais” introduzidas, diz Marc Lajoie, biólogo sintético que trabalho no projeto no laboratório de Church e, agora, na Universidade de Washington em Seattle.

Os cientistas liderados pelo empreendedor genómico Craig Venter, do Instituto J. Craig Venter em La Jolla, Califórnia, anunciou em Março passado ter criado um genoma sintético baseado num genoma bacteriano mas com todos os genes desnecessários removidos. Mas o genoma desse organismo era uma ordem de magnitude menor que o da E. coli.

Church e a sua equipa estão agora a tentar unir os segmentos de DNA do seu genoma de E. coli recodificado num único genoma contínuo e seguidamente testarão se o organismo reconstituído é capaz de viver. Church não sabe quanto tempo isso levará, os membros do seu laboratório podem estar a meses ou a anos de o conseguir: “Será um grande esforço mas parece que vai acontecer", diz Isaacs.

 

 

Saber mais:

Plano para sintetizar genoma humano provoca reações opostas

Blocos de construção do mundo do RNA criados a partir de ingredientes simples

Biologia sintética enfrenta escassez global de antivenenos

Célula minimalista sobe a parada na corrida para dominar a vida sintética

Ajuste a enzima aumenta a precisão da edição genética CRISPR

Biólogos sintéticos em busca de padrões para um campo em crescimento

 

 

Facebook simbiotica.orgTwitter simbiotica.orgPinterest simbiotica.orgInstagram simbiotica.orgYouTube simbiotica.org

 

Arquivo  |  Partilhar Comentar |   Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  Subscrever | @ simbiotica.org, 2016


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com