2016-06-29

Subject: Asas de ave em âmbar são primeiro fóssil do seu tipo do tempo dos dinossauros

Asas de ave em âmbar são primeiro fóssil do seu tipo do tempo dos dinossauros

Dificuldades em visualizar este e-mail? Consulte-o online!

@ Nature/Royal Saskatchewan Museum/R.C. McKellar

Duas minúsculas asas aprisionadas em âmbar há 99 milhões de anos sugerem que em meados do Cretácico, quando os dinossauros ainda vagueavam pelo planeta, as penas das aves já tinham basicamente o aspeto que têm hoje.

Uma equipa de investigadores liderada por Lida Xing, paleontólogo na Universidade de Geociências da China, recuperou algo completamente original para este período de tempo: alguns centímetros cúbicos de âmbar do nordeste de Myanmar que contêm os vestígios parciais de duas asas de ave.

O espécime inclui osso, penas e pele, de acordo com um estudo agora publicado na revista Nature Communications.

Evidências anteriores de plumagem de aves datadas do Cretácico, período que se estende de há 145 milhões a 66 milhões de anos, eram impressões bidimensionais deixadas em rochas sedimentares e penas preservadas em âmbar mas que não davam pistas esqueléticas quanto á origem da sua espécie.

“Pela primeira vez, estamos a olhar para as penas associadas a material esquelético”, explica o co-autor Ryan McKellar, que estuda fósseis em âmbar como curador de paleontologia de invertebrados do Real Museu de Saskatchewan em Regina, Canadá.

O âmbar até preservou marcas de garras, sinal de antes de morrer uma das aves lutou para se libertar da resina pegajosa que tinha envolvido a sua asa.

As penas mantiveram a sua coloração original de manchas pálidas e castanho mais escuro e, em ambos os fragmentos de asa, as estruturas e arranjos de penas era semelhante ao que pode ser observado nas aves modernas.

Os ossos eram mais pequenos que os de um colibri e não estavam completamente desenvolvidos, o que sugere que as asas pertenceram a aves recém-saídas do ovo, provavelmente de animais do grupo das Enantiornithes, um grupo primitivo que apresentava dentes e asas com garras, e que se extinguiu ao mesmo tempo que os dinossauros, há 66 milhões de anos.

No entanto, as penas, elas próprias, eram mais como as dos adultos e não mostravam sinais de ter sido mudadas, sugerindo que se tinham desenvolvido rapidamente e saltado o estádio juvenil coberto de penugem que as aves atuais apresentam: “Basicamente saíam do ovo e estavam prontas", diz McKellar.

Peter Makovicky, curador do Museu Field de Chicago, Illinois, que estuda dinossauros, diz que estas descobertas vão ajudar a reduzir algum do trabalho de detetive preciso para inferir a estrutura tridimensional a partir de fósseis bidimensionais.

“Os padrões de coloração estão preservados e a disposição exata das penas em três dimensões relativamente ao osso está preservada”, diz ele. “É fantástico porque obtivemos tantos detalhes.”

 

 

Saber mais:

Dinossauros nem de sangue quente, nem de sangue frio

Espécie rival desafia posição da 'primeira ave'

Mosquito cheio de sangue é uma novidade em fósseis

DNA tem meia-vida de 521 anos

DNA de abelha fóssil causa sensação

Descoberto o lado mais suave do tiranossauro

 

 

Facebook simbiotica.orgTwitter simbiotica.orgPinterest simbiotica.orgGoogle + simbiotica.orgYouTube simbiotica.org

 

Arquivo  |  Partilhar Comentar |   Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  Subscrever | @ simbiotica.org, 2016


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com