2004-07-24

Subject: Caranguejos violinista ajudam os vizinhos mais fracos

News of the Wild

 

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Caranguejos violinista ajudam os vizinhos mais fracos

 

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É boa política estratégica rodear o nosso território de seres mais fracos, e, nem de propósito, uma espécie de caranguejo australiana é perita em descobrir até que ponto proteger os seus vizinhos mais fracos pode ser útil para uma vida descansada.

Se o território vizinho se encontra sob ataque, um caranguejo luta para ajudar à sua defesa, relata Patricia Backwell e Michael Jennions da Australian National University em Camberra. No entanto, os crustáceos pesam os prós e os contras primeiro, apenas fornecendo apoio a vizinhos menores que si próprio.

Os investigadores estudaram os caranguejos violinistas Uca mjoebergi que vivem nos sedimentos costeiros da zona de Darwin na Austrália. Estas comunidades são densamente povoadas e o macho de dimensão média mantém um território de apenas 10 cm de diâmetro, pelo que todos conhecem os seus vizinhos.

Mas nem todos os machos possuem um território, e a sua falta causa sérias dificuldades com as damas, pelo que os caranguejos sem lar vagueiam pela comunidade, atacando os donos de territórios interessantes numa tentativa de lhos roubar.

Em alguns casos, no entanto, o bandido tem mais problemas do que esperava, descobriram Backwell e Jennions. Em cerca de 6% das lutas que observaram e documentaram, um caranguejo vizinho maior interveio para ajudar a expulsar o intruso.

Tudo isto soa muito bem "o rapaz mais forte a tomar conta do mais fraco", mas os caranguejos apenas lutam por interesses egoístas, refere Backwell. O grande macho tem vantagens em participar, não tem o mínimo interesse no animal menor.

A sua aparente benevolência é, na realidade, uma tentativa de evitar o aborrecimento de negociar fronteiras com um novo vizinho, explica Backwell, a dimensão do território depende do arcaboiço do caranguejo, pelo que a chegada de um novo vizinho de maior dimensão pode desencadear uma tentativa agressiva de reclamar um território maior.

 

Os limites territoriais são estabelecidos inicialmente por uma série de pequenas lutas, em que o caranguejo menor empurra repetidamente o seu vizinho maior até ganhar suficiente respeito para o par chegar a acordo sobre quem é dono de quê. 

Mas quando os investigadores substituíram deliberadamente o vizinho de um caranguejo por um estranho, as lutas resultantes foram bem mais violentas. Os machos usavam as grandes pinças para tentar derrubar o macho rival, algo que os vizinhos raramente fazem, diz Backwell. 

Claro que um macho que corre em defesa do seu vizinho deixa o seu próprio território desguarnecido, algo que ele tem que considerar no seu cálculo prós/contras. Mas, refere Backwell, estes caranguejos são sempre maiores que a média, podendo facilmente bater quem tente qualquer gracinha.

A teoria prediz que animais territoriais devem ajudar os seus vizinhos, explica Lee Alan Dugatkin, que estuda comportamento animal na Universidade de Louisville, mas este estudo vai um passo à frente, mostrando que os caranguejos avaliam o tamanho dos intervenientes e tomam uma decisão estratégica sobre se devem ou não combater. Isto diz muito sobre a capacidade cognitiva dos caranguejos, conclui.

 

 

Saber mais:

Fiddler crabs see predators above the horizon

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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