2004-07-23

Subject: Matéria cinzenta é importante para a inteligência

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Matéria cinzenta é importante para a inteligência

 

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O tamanho pode ter importância afinal, pelo menos em relação ao Q.I. Um estudo através de imagens do cérebro sugere que o intelecto humano se baseia no volume de matéria cinzenta em certas regiões do cérebro, desafiando visões alternativas acerca da base da inteligência.

Os investigadores têm vindo a tentar localizar as raízes biológicas da inteligência há décadas. Há mais de 25 anos, uma fraca correlação já tinha sido encontrada entre o Q.I. e o tamanho total do cérebro, mas outros têm sugerido que o grau de inteligência se deve apenas ao tamanho do lóbulo frontal.

Mas agora, a visão mais consensual considera que outras características, bem mais subtis, deverão estar envolvidas, como a velocidade a que se desloca o impulso nervoso através do cérebro ou o número de sinapses presentes.

O estudo agora apresentado desafia esta ideia, sugerindo que o volume de certas regiões do cérebro pode ter mesmo importância, afinal. Richard Haier, da Universidade da Califórnia, utilizou a imagem por ressonância magnética para medir a quantidade de matéria cinzenta nos cérebros de 47 adultos, que também realizaram os tradicionais testes de Q.I.

Os investigadores dividiram o cérebro em secções e obtiveram imagens da quantidade de matéria cinzenta em cada uma. A matéria cinzenta é considerada uma rede de comunicação entre regiões do cérebro, envolvida no processamento da informação. É rica em corpos celulares de neurónios, o que lhe confere a coloração acinzentada característica.

Descobriram que as pessoas que apresentam resultados de Q.I. elevados tinham significativamente mais matéria cinzenta em 24 dessas regiões, quando comparadas com os de Q.I. mais baixos. Muitas das áreas, espalhadas pelo cérebro, estão relacionadas com a memória, a atenção e a linguagem. 

Haier acredita que diferentes aspectos da inteligência podem depender da quantidade de matéria cinzenta presente nessas mesmas regiões cerebrais. Esta pode ser a razão porque uma pessoa pode ser muito boa a matemática e menos boa na escrita, enquanto outra pessoa, com exactamente o mesmo Q.I., tenha as capacidades exactamente opostas, explica Haier.

 

No entanto, Haier e seus colegas também descobriram que apenas 6% da quantidade total de matéria cinzenta no cérebro parece estar relacionada com o Q.I.

Os neurónios destas áreas em particular podem permitir ao cérebro processar informação de forma mais eficiente, sugere Haier. Há uma constante cascata de informação a ser processada por todo o cérebro, mas a inteligência parece relacionada a um uso mais eficiente de relativamente poucas estruturas, onde quanto mais matéria cinzenta existir, melhor.

A descoberta é intrigante, de acordo com Robert Plomin, que estuda inteligência no Instituto de Psiquiatria do King's College de Londres. De todas as possíveis características que podem estar associadas à inteligência, é surpreendente descobrir que a mais simples delas (o tamanho de regiões do cérebro) seja a mais correlacionada, embora não num valor elevado.

O investigador da inteligência John Duncan, da Unidade de Ciências Cerebrais e Cognitivas da Universidade de Cambridge, acrescenta uma outra nota de cautela, referindo que ainda é possível descobrir que a correlação encontrada não é mais do que acaso. É muito difícil dizer o que este estudo significa exactamente, conclui.

 

 

Saber mais:

NeuroImage

Neurobiology of intelligence- science and ethics

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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