2016-05-16

Subject: Edição de embriões humanos agora abrangida por diretrizes de células estaminais

Edição de embriões humanos agora abrangida por diretrizes de células estaminais

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@ Nature/Dr Yorgos Nikas/Science Photo Library

A sociedade internacional que representa os cientistas de células estaminais atualizou as suas diretrizes de investigação na sequência dos dramáticos progressos recentes em vários campos, em particular na pesquisa que envolve a manipulação de embriões humanos. Os autores esperam que as diretrizes atualizadas permitam lidar com várias preocupações éticas e evitar a necessidade de regulamentações governamentais restritivas que possam impedir o progresso da ciência.

“A autorregulação é a melhor forma de regulação”, diz Charles Murry, membro do comité que atualizou as diretrizes e bioengenheiro na Universidade de Washington em Seattle. “A comunidade biomédica é quem está melhor colocada para determinar o equilíbrio entre o progresso rápido e a prática investigativa segura e ética."

A Sociedade Internacional de Investigação em Células Estaminais (ISSCR), fundada em 2002, já tinha publicado diretrizes em 2006 e 2008 sobre a pesquisa em células estaminais embrionárias e a transposição clínica da investigação em células estaminais. As últimas diretrizes têm maior abrangência e cobrem toda a investigação em embriões humanos, incluindo a edição genética de embriões, que sofreu avanços significativos no ano passado e tem gerado muito controvérsia.

As diretrizes revistas recomendam que toda a pesquisa envolvendo manipulação de embriões humanos se sujeite a uma revisão semelhante à das experiências que usam embriões para criar linhagens de células estaminais, que foi um dos procedimentos que mais divergências originou nas últimas décadas. Eles sugerem que esse tipo de pesquisa fique sob a alçada dos já existentes comités de supervisão de investigação com células estaminais (ESCRO).

Em tempos os cientistas não aceitaram bem a introdução dos comités ESCRO logo é provável que haja resistência à ideia de acrescentar uma revisão burocrática a outras áreas de investigação: “Nenhum cientista ou médico fica feliz quando se estabelecem novas regulamentações”, diz Murry. Mas ele considera que as atualizações são necessárias para evitar “um ambiente de faroeste quando se faz investigações sensíveis sem ligar aos standards da comunidade”.

Ao mesmo tempo, as novas diretrizes tentam abrir caminho a mais investigações que utilizem células pluripotentes induzidas (iPS), que, como as células estaminais embrionárias, são capazes de produzir todos os tipos celulares do corpo mas não são obtidas a partir de embriões. Os autores recomendam explicitamente que se exclua a criação de células iPS das regulamentações sobre investigação com células estaminais embrionárias e que se dependa, em vez disso, da supervisão já existente para o recrutamento de dadores de células.

Algumas instituições têm estado confusas sobre como classificar as células iPS, diz George Daley, perito em células estaminais no Hospital Pediátrico de Boston, Massachusetts e um dos autores das novas diretrizes.

Também incluída nas diretrizes está o apelo á continuação do respeito pela moratória sobre o crescimento de embriões humanos in vitro para além dos 14 dias, um limite de alguma forma arbitrário que se tornou um standard global.

“A ISSCR merece crédito por trazer a discussão estes temas tão importantes”, diz o biólogo de células estaminais Ali Brivanlou, da Universidade Rockefeller em Nova Iorque, autor principal de um dos mais recentes artigos sobre embriões humanos. No entanto, ele acrescenta que é preciso maior discussão destas questão: “Precisamos de juntar os positivos e negativos de avançar."

Os autores também aproveitaram a oportunidade para reforçar o aviso que a ISSCR há muito fez, que os investigadores não deviam sobrevalorizar os implicações clínicas das experiências com células estaminais. O entusiasmo que rodeia essas experiências tem permitido um mercado mundial para terapias com células estaminais não provadas e frequentemente ineficazes ou perigosas, que tem sido muito difícil de regular:

 

 

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