2016-05-05

Subject: Infusões de anticorpos fornecem defesa a longo prazo contra infeção por HIV

Infusões de anticorpos fornecem defesa a longo prazo contra infeção por HIV

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@ Nature/Klaus Boller/Science Photo Library

Uma única infusão de anticorpos pode proteger macacos da infeção com um vírus semelhante ao HIV por perto de 6 meses.

A descoberta fornece ainda mais evidências de que os anticorpos podem um dia ser usados como método de prevenção contra a infeção por HIV em humanos: “Uma questão é o facto de macacos não serem humanos mas o modelo que os autores usam é o melhor que se pode pensar e os resultados reforçam a investigação de uma vacina contra o HIV e a utilização de anticorpos passivos como prevenção a longo prazo”, diz o imunologista Dennis Burton, do Instituto Scripps de Investigação em La Jolla, Califórnia, que não esteve envolvido no trabalho.

Os investigadores têm tido dificuldade em produzir uma vacina eficaz contra o HIV e os cientistas por trás deste estudo consideram que a administração de doses periódicas de anticorpos pode ser uma medida de retardamento enquanto a investigação da vacina continua: “Isto pode revelar-se uma alternativa sazonal a uma vacina até realmente conseguirmos fabricar uma", diz o investigador de HIV Malcolm Martin, do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infeciosas de Bethesda, Maryland, que liderou o trabalho.

Estudos anteriores já tinham revelado que anticorpos derivados de infetados com HIV podem reduzir drasticamente a quantidade de HIV no sangue de uma pessoa infetada por curtos períodos de tempo. Os investigadores também descobriram que anticorpos dados um ou dois dias antes de macacos serem expostos a um vírus semelhante ao HIV impediu que ficassem infetados.

Martin quis testar se uma estratégia baseada em anticorpos poderia ter um efeito duradouro pois, no mundo real, as pessoas podem ser expostas ao HIV semanas ou meses depois de receberem a sua dose de anticorpos protetores.

A sua equipa descobriu que, na ausência de qualquer tipo de proteção, os macacos expostos a um vírus quimérico contendo porções de HIV e do seu equivalente símio SIV ficaram infetados depois de duas a seis exposições. Os investigadores deram a quatro outros grupos de macacos uma única injeção de anticorpos (cada grupo recebeu um anticorpo diferente). Seguidamente, estes macacos foram expostos ao vírus quimérico uma vez por semana até que os cientistas o pudessem detetar no sangue dos animais.

Para imitar de forma mais rigorosa a infeção humana por HIV, os investigadores expuseram os animais a doses de vírus inferiores às que tinham sido usadas em estudos anteriores, que forneceram deliberadamente altas doses de vírus para garantir que os animais ficavam infetados.

Todos os animais tratados ficaram infetados entre as 12 e as 23 semanas, dependendo de qual anticorpo tinham recebido no início. A probabilidade de um animal ficar infetado cresceu à medida que a quantidade de anticorpos descia no seu sangue.

Os resultados somam-se ao crescente sentimento positivo sobre o potencial uso de anticorpos como ferramenta preventiva contra o HIV. A praticabilidade da abordagem tem sido questionada pois os anticorpos são dispendiosos e não está claro com que frequência precisam de ser usados para impedir a infeção.

No entanto, a descoberta agora revelada demonstra que os anticorpos podem fornecer uma proteção razoavelmente a longo prazo com uma única dose e Martin refere que os anticorpos podem mesmo durar mais tempo em humanos pois o sistema imunitário dos macacos considera-os proteínas estranhas, o que pode acontecer menos com humanos, diz ele.

A sua equipa está agora a modificar um dos anticorpos usados no estudo, o 3BNC117, de forma a prolongar a sua duração no corpo, e no artigo agora publicado o grupo mostra que modificar outro anticorpo, o VRC01, prolonga o tempo de proteção que fornece contra o vírus quimérico em macacos. Usar combinações destes anticorpos de vida longa pode ser uma alternativa ao regimentos de prevenção existentes, como a profilaxia de pré-exposição (PrEP), que pode envolver tomar um comprimido todos os dias como forma de proteção contra o HIV. “Esta abordagem é mais vantajosa que a PrEP pois não temos que andar todos os dias preocupados", diz Martin.

 

 

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