2004-07-21

Subject: Groenlândia repreendida por actividade baleeira

News of the Wild

 

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Em destaque:

Groenlândia repreendida por actividade baleeira

 

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O receio acerca do real efectivo de muitas espécies de baleias no Árctico pode retirar às comunidades gronelandesas a sua caça tradicional.

Cientistas da Comissão Internacional de Caça à Baleia, que está a realizar a sua reunião anual em Itália, já não sabem se haverá baleias suficientes para suportar a caçada, pois durante anos a Groenlândia não forneceu dados que permitam estabelecer quotas seguras.

A Comissão permite às pequenas comunidades, especialmente no Árctico e nas Caraíbas, o que designa por "actividade baleeira aborígene de subsistência" para alimento.

A quota da Groenlândia permite 187 baleias anãs Balaenoptera acutorostrata, a menor das grandes baleias, que atinge perto dos 10 metros de comprimento na maturidade e 19 rorquais comuns Balaenoptera physalus, as segundas maiores baleias que atingem os 20 metros e pesam até 75 toneladas.

As estimativas mais recentes dos efectivos de baleias na zona em volta da Groenlândia datam de há 11 anos para as baleias anãs e de há 17 anos para os rorquais comuns. Desde 1998 que o comité científico da Comissão refere que a informação de que dispõe é inadequada e e tem tentado reunir maior quantidade através de reconhecimentos aéreos e recolha de amostras de DNA dos animais mortos.

A Whale and Dolphin Conservation Society (WDCS) considera que apenas dados menores têm chegado ao comité, incluindo apenas 301 amostras quando mais de 1000 baleias foram mortas. Sue Fisher da WDCS explica que o comité perdeu a paciência este ano, por esses motivos.

O comité refere que se não puder acordar relativamente a uma estimativa do efectivo populacional dos rorquais comuns até 2005, irá provavelmente recomendar uma redução da quota ou mesmo a abolição da caça na zona.

 

Os gronelandeses costumam matar baleias anãs com arpões explosivos ou com tiros de caçadeira, enquanto os rorquais são apenas arpoados. A Comissão estima que, para 2003, a média foi de 14 minutos para as baleias da costa oeste da Groenlândia morrerem e 31 minutos para para as da costa leste. Uma baleia anã chegou a sobreviver 5 horas.

Para os rorquais, o tempo médio de morte foi 114 minutos, mas uma das baleias arpoadas no ano passado sobreviveu 12 horas antes de morrer. 

Os gronelandeses também matam centenas de baleias menores, belugas e narvais. A população de narvais da zona oeste da Groenlândia estima-se que tenha declinado em 2002 para 15% da sua abundância de 1986, sugerindo que a espécie pode extinguir-se em 20 anos. A Comissão considera que ambas as espécies estão em risco eminente e urgiu a Groenlândia a reduzir as capturas.

Ole Samsing, que lidera a delegação dinamarquesa na Comissão (também representante da Groenlândia) referiu que a Groenlândia tem tido grandes despesas para tentar obter a informação pretendida pela Comissão, mais de €300000 no ano passado. Os caçadores actuam em águas turbulentas e não me parece que as estimativas de tempo de morte levem esse aspecto em consideração. Os narvais e as belugas são um assunto interno do território, embora estejamos preocupados, conclui. 

 

 

Saber mais:

Quando morrem as baleias afinal?

IWC

Whale and Dolphin Conservation Society

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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