2004-07-20

Subject: Formigas doidas enfrentam a morte

News of the Wild

 

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Formigas doidas enfrentam a morte

 

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Teve início o trabalho para salvar o Northern Territory da Austrália de uma das pragas mais insidiosas da Terra: milhões de formigas doidas amarelas vão ser envenenadas, numa tentativa de parar o seu rasto de devastação.

As formigas doidas amarelas Anoplolepis gracilipes, assim conhecidas devido aos seus movimentos caóticos, são uma das espécies animais com maior potencial invasor do mundo, pois as rainhas perderam a capacidade de voar para longe e fundar novas colónias. Em vez disso, formam densas super-colónias à medida que o seu número aumenta, atingindo mais de 1000 formigas por Km2 de mata.

As formigas foram detectadas pela primeira vez no norte da Austrália em 1990, mas o seu número tem vindo a subir rapidamente nos últimos anos. Na zona de Arnhem Land, os insectos já infestaram 25000 Km2 de terra, devoraram a flora local e mataram ou ganharam vantagem competitiva as restantes populações de invertebrados.

A não ser que se faça alguma coisa, esta situação pode levar à destruição de todo o ecossistema, explica o ecologista Ben Hoffmann da Australian Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), que lidera a campanha de irradicação das formigas.

As formigas nativas de Arnhem Land já revelam acentuado declínio, refere Hoffman, bem como a borboleta Euploea alcathoe enastri, que se pensa exista em apenas 4 localizações da zona. As formigas doidas invadiram uma dessas localizações há alguns anos e desde então a borboleta extinguiu-se localmente.

As formigas espirram ácido fórmico para os olhos das suas vítimas, cegando-os e levando-os a morrer de fome. A actividade das formigas altera a fauna e flora locais, pelo que até animais de maior porte como os wallabies e os possums podem estar em sérios problemas. Até mesmo o Homem pode sofrer com a sua acção pois as formigas e os aborígenes partilham alguns recursos, como bagas e frutos, explica Hoffmann. 

É crucial que tentemos controlar esta praga, explica Dave Clarke, chefe da colecção de invertebrados do zoo de Londres. É frequente as pessoas subestimarem o impacto das espécies invasoras nos ecossistemas, mas estas são uma ameaça tão grande como a perda de habitat, conclui.

 

Os investigadores planeiam combater as formigas espalhando grânulos de um veneno especialmente criado no interior das colónias, a parti de helicópteros. Os grânulos, chamados Presto, contêm uma mistura de peixe que as formigas adoram mas outros animais detestam.

A equipa de Hoffmann já iniciou a delinear as fronteiras das colónias e tenciona espalhar os grânulos em 3/4 da área afectada no espaço de um ano. O grupo espera ter as formigas totalmente irradicadas da região em 2 anos. 

O veneno já revelou resultados encorajadores na ilha Christmas, onde as formigas mataram mais de 20 milhões de caranguejos vermelhos terrestres Gecarcoidea natalis desde 1989, originando um declínio de 30% na população destes animais. Esta abordagem controlou a população de formigas mas não afectou outros animais, refere Hoffmann.

As formigas doidas amarelas devem ter tido origem em África, tendo depois alcançado a Ásia e o Indo-Pacífico em caixotes e encomendas marítimas. Os investigadores suspeitam que terão chegado a Arnhem Land pela primeira vez durante a segunda Grande Guerra, quando os navios americanos realizavam viagens frequentes entre a Austrália e as ilhas cheias de formigas do Pacífico sul. 

 

 

Saber mais:

Ants create united Europe

CSIRO

Global Invasive Species Programme

Christmas Island National Park

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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