2004-07-18

Subject: Músculos revelam o segredo da força

News of the Wild

 

Bem-vindo(a) a mais uma edição do boletim informativo  News of the  Wild

Este boletim é mantido pelo site Born to be Wild, para que não esqueça o seu lado selvagem ...

 

Em destaque:

Músculos revelam o segredo da força 

 

  Questões ou comentários para: borntobewild@clix.pt

Dê o site Born to be Wild a conhecer a um amigo!!

 

Os cientistas americanos estão prestes a descobrir porque motivo tantos de nós se exercitam e não ganham músculos proeminentes. Os investigadores buscam os genes que permitem predizer se o treino nos poderá transformar num touro ou deixar-nos tal e qual, o que poderá ser muito útil para avaliar o potencial atlético, o risco de perda de massa muscular com a idade ou durante um voo espacial.

Mais de 900 voluntários foram já recrutados para o estudo, e ainda são necessários mais 500, refere Eric Hoffman do Children's National Medical Center e membro da equipa que conduz a investigação. 

Os voluntários escolhidos são testados para determinar qual o peso máximo que são capazes de levantar com o braço que não é usado para a escrita e uma ressonância magnética dará uma imagem do tamanho do músculo nesse braço. Depois, serão submetidos a um programa de exercícios para um só braço: flexões dos bícepes e trícepes duas vezes por semana, 45 minutos por sessão e durante 3 meses. 

Quando o treino estiver completo, os investigadores reavaliam o tamanho dos músculos e seleccionam 10% dos voluntários mais musculosos e dos menos afectados. Irão, então, procurar no DNA de cada um características genéticas em comum, dando especial atenção a alterações de uma única base em mais de 100 genes já identificados como relacionados com a força e o exercício. A equipa já detectou 25 marcadores genéticos que caracterizam os grupos dos musculosos ou dos magrinhos, refere Hoffman. 

 

O estudo lança a possibilidade da realização de testes genéticos para prever a possibilidade de problemas musculares numa pessoa, com a idade ou em caso de repouso forçado prolongado. O estudo de tais genes pode, também ser útil para a compreensão de doenças como a distrofia muscular de Duchenne e para o desenvolvimento de drogas que ajudem os que delas sofrem.

Bem mais controversa é a possibilidade de aspirantes a atletas puderem ser testados para se avaliar se têm, do ponto de vista genético, o que é necessário para alcançar o topo. As consequências psicológicas poderiam ser importantes: para quê tentar se não vou conseguir?

 Até agora os cientistas apenas localizaram 4 genes que controlam o tamanho dos músculos e a sua resposta ao treino. Markus Schuelke e seus colegas, por exemplo, publicaram um artigo sobre o caso de um rapaz de 5 anos excepcionalmente forte, que se revelou portador de uma mutação rara no gene da miostatina, mas não é claro se as diferenças mais comuns se deverão a diferenças no mesmo gene.

Considera-se que os músculos contêm uma reserva de células estaminais que normalmente estão adormecidas mas que, quando necessárias, após treino ou ferimento, produzem novas células musculares. A miostatina deverá controlar a quantidade de novo tecido que é formado por estas células estaminais.

 

 

Saber mais:

Drugs bust reveals athletes' secret steroid

 

 

Comentar esta notícia           Imprimir

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja receber o boletim Born to be Wild clique aqui!!

Respeitar os animais é respeitarmo-nos a nós próprios!

@ Born to be Wild, 2004


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com