2016-02-04

Subject: Destruição de células desgastadas faz ratos viver mais tempo

Destruição de células desgastadas faz ratos viver mais tempo

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@ Nature/Jan Van Deursen

Eliminar células desgastadas prolonga a vida saudável de ratos de laboratório, uma indicação de que os tratamentos que têm como objectivo matar essas células, ou bloquear os seus efeitos, podem ajudar a combater as doenças relacionadas com a idade em humanos.

À medida que os animais envelhecem, as células que perdem a sua capacidade de divisão (chamadas senescentes) vão-se acumulando por todo o seu corpo, libertando moléculas que podem danificar os tecidos envolventes. As células senescentes estão associadas a doenças da idade avançada, como diabetes tipo 2 ou falha renal.

Para testar o papel destas células no envelhecimento, Darren Baker e Jan van Deursen, biólogos moleculares na Clínica Mayo em Rochester, Minnesota, modificaram geneticamente ratos de forma a que as células senescentes morressem quando os roedores fossem injectados com um medicamento.

O trabalho envolveu uma manipulação genética sofisticada e extensos testes fisiológicos mas o conceito tem uma simplicidade extremamente elegante: “Pensamos que estas células são danosas quando se acumulam, então vamos remove-las e observar as consequências”, diz Baker. “Foi assim que expliquei aos meus filhos.”

Os ratos cujas células senescentes foram mortas ao longo de seis meses eram mais saudáveis, de várias formas, do que os de um grupo de controlo de ratos transgénicos em que se permitiu que estas células se acumulassem: os seus rins funcionavam melhor e os seus corações eram mais resistentes ao stress, tendiam a explorar mais as suas gaiolas e desenvolviam tumores com idades mais avançadas. A eliminação das células senescentes também prolongava a vida dos ratos em 20 a 30%, relatam Baker e van Deursen na última edição da revista Nature.

A pesquisa segue-se a um estudo de 2011, em que a sua equipa também descobriu que a eliminação das células senescentes atrasava o desenvolvimento de doenças associadas à idade avançada em ratos, apesar de o trabalho ter sido feito em ratos que apresentavam uma mutação que provoca envelhecimento prematuro.

Na esperança de descobrir terapias para as doenças associadas à idade avançada, os investigadores já estão à procura de medicamentos que eliminem directamente as células senescentes ou as impeçam de produzir factores que danifiquem os tecidos vizinhos. Estes incluem Baker e van Deursen, que têm patentes licenciadas para desenvolver esses medicamentos para uma companhia fundada por van Deursen.

A experiência da equipa “dá-nos confiança de que as células senescentes são um alvo importante", diz Dominic Withers, uma médica investigadora que estuda o envelhecimento no Imperial College de Londres e que escreveu um artigo News and Views para a revista Nature que acompanha o relatório da Clínica Mayo: “Penso que grandes possibilidades de esta ser uma opção terapêutica viável.”

 

 

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