2016-01-17

Subject: Ébola ressurge na Serra Leoa

Ébola ressurge na Serra Leoa

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@ Nature/Pete Muller/National Geographic Creative

Quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a 14 de Janeiro que a propagação do ébola tinha sido terminada na África ocidental, alertou logo para a possibilidade de casos de infeção pelo vírus ainda puderem ressurgir e foi exatamente o que aconteceu na Serra Leoa, onde outra morte por ébola foi anunciada horas após a declaração da OMS.

Prestadores de cuidados de saúde disseram aos repórteres que uma mulher de 22 anos tinha morrido em Magburaka depois de adoecer em Baomoi Luma, perto da fronteira com a Guiné-Conacri. O teste para o ébola apenas foi confirmado após a sua morte, que ocorreu no início da semana, deixando a preocupação de que ela possa ter estado em contato com outros durante a fase contagiosa.

Este é o primeiro na Serra Leoa desde que o país foi declarado livre de ébola a 7 de Novembro de 2015, apesar de ainda estar no período de vigilância apertada de 90 dias. A OMS e os seus parceiros no terreno dizem estar a investigar a sua origem e a identificar os contatos da mulher.

Apesar da fase epidémica do ébola parecer ter terminado, casos isolados são de esperar. A OMS considera terminada a transmissão humana do vírus num dado país quando se passam 42 dias (o dobro do período de incubação do vírus) sem novos casos mas o vírus pode persistir meses no esperma dos sobreviventes, bem como em tecidos do olho, sistema nervoso, próstata e placenta. Também permanece escondido em reservatórios animais.

A Libéria, por exemplo, foi declarada livre do ébola em Maio de 2015 mas o vírus reapareceu duas vezes antes de a OMS puder voltar a declarar o país livre do vírus a 14 de Janeiro: 

“Estamos agora num período crítico da epidemia do ébola à medida que nos deslocamos da gestão de casos e pacientes para a gestão do risco residual de novas infeções", disse Bruce Aylward, representante especial da resposta ao ébola da OMS, no comunicado desse dia.

Existe em foco em particular na potencial transmissão sexual do ébola poder causar novos casos. Depois do primeiro caso conhecido de transmissão sexual da doença ter sido confirmada na Libéria em Outubro passado, Armand Sprecher, especialista em saúde pública dos Médicos sem Fronteiras, escreveu num editorial: “A questão da transmissão sexual não é que se torne fonte de muitos novos casos de ébola mas pode ser a fonte de casos mais tardios.”

 

 

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