2015-11-29

Subject: Ano da cimeira do clima de Paris deve ser o mais quente de que há registo

Ano da cimeira do clima de Paris deve ser o mais quente de que há registo

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Enquanto os líderes mundiais se preparam para criar um acordo climático em Paris, a Organização Mundial de Meteorologia (OMM) anunciou que 2015 se prepara para ser o ano mais quente de que há registo.

“O que chamaríamos um 'ano frio' agora teria sido considerado um ano quente apenas há umas décadas", disse Michel Jarraud, secretário-geral da OMM, numa conferência de imprensa.

A OMM também referiu que quando comparado com a média pré-industrial de 1880 a 99, o mundo aqueceu 1°C, metade do limite dos 2°C perigoso para as alterações climáticas. “É uma grande preocupação e sublinha a urgência de alcançar uma decisão em Paris”, diz Jarraud.

A temperatura média superficial entre Janeiro e Outubro foi 0,73°C acima da média de 1961 a 90 de 14,0°C, de acordo com uma estimativa preliminar baseada em 3 conjuntos de dados globais de temperatura. Isto deverá tornar 2015 o ano mais quente desde o início dos registos em 1850.

A temperatura elevada é o resultado da combinação do aquecimento induzido pelas emissões humanas de gases de efeito de estufa e um poderosos evento El Niño de aquecimento que surgiu no ano passado no Pacífico, segundo a OMM.

A concentração média anual de dióxido de carbono, o gás de efeito de estufa mais abundante na atmosfera, é agora cerca de 43% superior à do período pré-industrial. A concentração média global de CO2 na atmosfera espera-se que atinja as 400 partes por milhão no próximo ano, depois de ultrapassar temporariamente esse limiar simbólico no início deste ano. O efeito do El Niño forte sobre as temperaturas globais deve continuar em 2016, mas a taxa de subida de temperatura pode abrandar se um evento El Nina se suceder a ele, como aconteceu no passado. Ainda assim, a tendência a longo prazo de aquecimento irá continuar.

Sem contar com a recente e intrigante pausa no aquecimento global, que de acordo com análises recentes pode ser apenas um artefacto estatístico, o período de 2011 a 2015 foi o período de cinco anos mais quente de que há registo, cerca de 0,57°C acima da média base de 1961 a 1990, segundo a OMM.

O aquecimento este ano foi mais pronunciado sobre os continentes em latitudes elevadas do norte do que sobre os oceanos e nos trópicos, o que é consistente as projecções usadas pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas. Partes da Europa, América do Sul e Oceânia sofreram ondas de calor prolongadas e estudos sugerem que a probabilidade de esse tipo de evento aumentou mais de dez vezes ao longo do último século.

“A média global da temperatura do ar foi completamente esmagada em 2015”, disse Matthew England, director-adjunto do Centro de Investigação das Alterações Climáticas da Universidade da Nova Gales do Sul em Sydney, Austrália, num comunicado. “Este aquecimento pulveriza o recorde anterior do El Niño de 1997 a 1998 por uns impressionantes 0,2°C. Isto deve ser um enorme sinal de alarme no caminho para Paris que origine cortes urgentes e profundos nas emissões devidas aos combustíveis fósseis."

 

 

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