2015-11-27

Subject: Emissões globais de carbono praticamente estagnadas em 2014

Emissões globais de carbono praticamente estagnadas em 2014

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As emissões de gases de efeito de estufa aumentaram apenas 0,5% em 2014, apesar do crescimento económico significativo, de acordo com números agora publicados.

Ainda que as emissões de carbono tenham aumentado 3 a 4% ao ano por volta da viragem do milénio, essa taxa abrandou dramaticamente ao longo dos últimos 3 anos, relatam a Agência de Avaliação Ambiental holandesa (PBL) e o Centro Conjunto de Investigação da Comissão Europeia. A análise destas entidades confirma em grande medida um relatório semelhante publicado em Março pela Agência Internacional de Energia.

“As boas notícias são que as taxas de crescimento muito elevadas que observávamos antes de 2012 estão mesmo no passado”, diz Jos Olivier, investigador sénior na PBL.

O maior factor nesta equação é a China. Um crescimento económico mais lento e uma mudança para fontes de energia mais limpas, bem como processos de manufactura de menor consumo de energia reduziram a intensidade energética da economia do país. As emissões anuais de carbono da China são agora o dobro das dos Estados Unidos mas as emissões chinesas cresceram apenas 0,9% em 2014 e o seu consumo de carvão praticamente estagnou, mesmo com um crescimento económico de 7%.

“Estes números são surpreendentes no sentido em que o seu crescimento é inferior ao que era mas fazem todo o sentido”, diz Corinne Le Quéré, directora do Centro Tyndall de Investigação em Alterações Climáticas de Norwich, Reino Unido. “Estou muito encorajada.”

Apesar de alguns investigadores defenderem que as emissões chinesas foram sobrestimadas, Olivier refere que reviram os métodos que usam há muito para calcular as emissões anuais chinesas e não encontraram razões para ajustar os seus métodos. Ainda assim, Olivier diz que questões sobre a qualidade dos dados de energia da China, bem como de outros países, continuam a criar incertezas sobre as estimativas de emissões.

As emissões da União Europeia reduziram-se em 5,4% em 2014, devido ao reduzido consumo de combustíveis fósseis no sector eléctrico e a um Inverno relativamente ameno. As emissões americanas aumentaram 0,9%, devido em grande parte às temperaturas baixas e ao associado consumo de gás natural para o aquecimento de espaços. Na Índia, as emissões de carbono continuaram a acelerar, registando uma subida de 7,8% em 2014.

O relatório traz boas notícias a Paris, onde os países planeiam assinar um novo acordo climático mas as implicações para o futuro não são claras. Como evoluirão as emissões globais na próxima década ou duas depende de muitos factores, incluindo po´líticas governamentais, mas Olivier considera as perspectivas a curto prazo positivas: “Esperamos que nos próximos anos a taxa de crescimento ronde 1%.” Olivier says.

 

 

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