2015-11-22

Subject: Salmão é o primeiro animal transgénico a obter aprovação para alimentação humana nos Estados Unidos

Salmão é o primeiro animal transgénico a obter aprovação para alimentação humana nos Estados Unidos

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@ Nature/AquaBounty Technologies

Um salmão de crescimento rápido tornou-se o primeiro animal geneticamente modificado a ser aprovado para consumo humano nos Estados Unidos.

A decisão, tomada pela Administração para a Alimentação e Medicamentos (FDA), liberta este salmão de duas décadas de limbo regulatório e foi recebida com rápida oposição de alguns grupos ambientalistas e de segurança alimentar.

Mas para os defensores da tecnologia, a decisão é uma alívio, depois de uma espera longa e vexatória. Eles consideram que pode acelerar o desenvolvimento de outros animais geneticamente modificados: “Abre a possibilidade de utilização desta tecnologia”, diz Alison Van Eenennaam, geneticista animal na Universidade da Califórnia, Davis. “O bloqueio regulatório estava a tirar o incentivo ao mundo para a usar.”

Os peixes geneticamente modificados, batizados salmão ‘AquAdvantage', foram modificados pela AquaBounty Technologies de Maynard, Massachusetts, para expressarem níveis mais elevados de uma hormona de crescimento que o salmão selvagem. Os peixes atingem o tamanho adulto em 18 meses e não nos 3 anos habituais.

De acordo com os proponentes da tecnologia, estas modificações implicam que os peixes precisam de menor quantidade de alimento e de outros recursos por cada quilograma de peixe produzido e que o salmão modificado pode aliviar a pressão da pesca excessiva sobre as populações selvagens.

Os seus oponentes temem que os peixes modificados escapem das suas quintas de criação e venham a alterar os ecossistemas naturais. Também criticam a falta de exigência de identificação como produto geneticamente modificado.

“Um número imenso de pessoas disseram que queriam uma devida identificação no rótulo”, diz Jaydee Hanson, analista de política no Centro de Segurança Alimentar, um grupo ambientalista de Washington DC. “Se este produto é mesmo assim tão bom, a própria companhia devia querer a sua identificação.”

A FDA completou a sua avaliação de segurança alimentar em 2010 e publicou a sua declaração de impacto alimentar no final de 2012. O longo atraso entre o fim destas etapas e a decisão final levou a rumores de interferência política mas Laura Epstein, analista de política no Centro de Medicina Veterinária da FDA, diz que a aprovação demorou tanto tempo por ser a primeira do seu tipo: “Somos sempre muito cautelosos com produtos que são os primeiros de um tipo." 

A FDA recusou comentar se outras candidaturas para aprovação estão na calha e também não é claro de que forma a agência vai lidar com os animais geneticamente modificados por tecnologias modernas como a CRISPR, diz Van Eenennaam.

 

 

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