2004-07-16

Subject: Estudo revela aumento da acidez dos oceanos

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Estudo revela aumento da acidez dos oceanos 

 

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No final do século, o aumento dos níveis de dióxido de carbono na atmosfera pode reduzir a metade a taxa de formação do esqueletos calcários de corais e plâncton, com efeitos potencialmente catastróficos para a restante vida oceânica.

Esta arrepiante conclusão foi tirada por cientistas que estão a realizar um censo global de quanto do dióxido de carbono produzido pelo Homem está a ser absorvido pelos oceanos. 

Agora, após 10 anos de recolha de mais de 72000 amostras de água de todas zonas oceânicas e outros 5 anos de análise de dados, a equipa chegou finalmente a uma resposta: mais de metade do dióxido de carbono extra produzido pelo Homem desde a Revolução Industrial terminou no mar.

Por um lado é uma boa notícia, pois significa que, a longo prazo, os oceanos estão a ter um efeito tampão nos efeitos do aquecimento global absorvendo grande quantidade de dióxido de carbono que, de outra forma, acabaria na atmosfera. Por outro lado, pode ser, um dia, catastrófico para os ecossistemas oceânicos, pois as águas cada vez mais ácidas dissolvem o carbonato de cálcio que muitos organismos utilizam para a construção de esqueletos e conchas.

As vantagens deste efeito moderador dos oceanos levarão milhares de anos a fazer-se sentir, refere Chris Sabine, oceanógrafo da National Oceanic and Atmospheric Administration, autor principal do estudo agora publicado na revista Science. No entanto, alerta, a resposta a nível dos ecossistemas será quase imediata e irá piorar ao longo do tempo.

Num estudo relacionado, também publicado na revista Science, a equipa utilizou os resultados do censo global para calcular exactamente quão severo será o aumento da acidez.. Se as emissões de dióxido de carbono continuarem a aumentar à taxa prevista pela Intergovernmental Panel on Climate Change, as águas superficiais tornar-se-ão ácidas o suficiente para baixar as taxas de crescimento de organismos como os corais, plâncton e bivalves entre os 20% e os 50 %, prevêem os investigadores.

 

Ninguém sabe de que forma esta situação irá afectar outras espécies marinhas, mas as consequências serão provavelmente significativas, pois muitos animais dependem do plâncton, directa ou indirectamente, como fonte de alimento. Estes organismos são a base da cadeia alimentar, explica Sabine, qual o impacto desta onda de choque em todo o ecossistema não é claro.

Apesar das perspectivas sombrias, a obtenção da quantidade exacta de dióxido de carbono extra no mar poderá, pelo menos, permitir aos cientistas realizar previsões mais rigorosas e informar os governos sobre a necessidade de criar políticas de controlo da emissão de gases.

Quando comecei a trabalhar neste campo, sempre que se falava de dióxido de carbono era tudo especulação, refere Jorge Sarmiento, biogeoquímico da Universidade de Princeton, responsável por muita da investigação sobre o ciclo global do carbono. Sermos capazes de localizar os produtores e os sumidouros e o seu tamanho é crucial para estabelecer qualquer tipo de política de redução de emissões no futuro. 

 

 

Saber mais:

Noaa

Science

 

 

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