2015-11-09

Subject: Obama rejeita oleoduto Keystone XL

Obama rejeita oleoduto Keystone XL

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@ Nature/Tom Pennington/Getty

O presidente americano Barack Obama rejeitou a proposta para a construção de um oleoduto com 1900 km das areias betuminosas de Alberta, Canadá, ao sul dos Estados Unidos. Obama, que anunciou a decisão a 6 de novembro, referiu que o oleoduto Keystone XL iria permitir a produção de combustíveis sujos e exacerbar o aquecimento global.

“Atualmente nós lideramos dando o exemplo”, disse Obama durante a conferência de imprensa na Casa Branca. “Se queremos impedir que grandes partes desta Terra se tornem inabitáveis ainda durante o nosso tempo de vida vamos ter que manter alguns dos nossos combustíveis fósseis no solo.”

A há muito aguardada decisão de Obama sobre o oleoduto, uma vitória gigantesca para os grupos ambientalistas que se opunham ao projeto, acaba com sete anos de limbo regulatório. Surge menos de um mês antes do início das conversações climáticas das Nações Unidas em Paris, que se espera produzam um novo acordo internacional para combater as alterações climáticas.

O Keystone XL, proposto pela TransCanadá, teria permitido o envio de crude do Canadá para as refinarias na costa do golfo do México. Em última análise, a sua aprovação dependia do Departamento de Estado americano, que teria de decidir se este projeto tinha interesse nacional para os Estados Unidos. Os ambientalistas levaram o oleoduto para o topo da agenda política com vários anos de campanhas e manifestações públicas na Casa Branca.

"A rejeição do oleoduto torna mais complicado escavar as areias betuminosas que apenas iriam trazer mais combustíveis fósseis para o fogo”, referiu Lou Leonard, vice-presidente para as alterações climáticas do World Wildlife Fund em Washington DC, num comunicado. "Esta é a decisão correta por parte da administração Obama e esperamos que continue o momento a que estamos a assistir de ambição climática para Paris e mais além.”

Os republicanos defenderam o oleoduto com igual calor, acusando os ambientalistas de impedirem a criação de empregos e aumentar os custos energéticos. O Keystone XL saltou para a agenda da campanha presidencial em 2012 e deverá continuar presente nas eleições do próximo ano.

Alguns analistas da indústria defenderam que o cancelamento do projeto faria muito pouco para reduzir as emissões de gases de efeito de estufa das areias betuminosas canadianas. A decisão de Obama “não terá qualquer impacto material nas emissões de gases de efeito de estufa”, diz Kevin Birn, diretor da firma de análise IHS Energy. “A investigação da IHS demonstrou consistentemente que a produção de areias betuminosas não depende apenas de um projeto de infraestruturas pois existem projetos alternativos.”

No anúncio da sua decisão, Obama dirigiu-se aos seus críticos diretamente, defendendo que não existe qualquer justificação económica para o projeto. A produção americana de petróleo está ao nível mais elevado desde há anos, disse ele, e os preços caíram acentuadamente. Também citou as regras da sua administração destinadas a reduzir as emissões de gases de efeito de estufa dos automóveis, salientando que a economia americana está a crescer mesmo com as emissões em declínio.

“A América é agora líder mundial no que trata de levar a sério ações para combater as alterações climáticas”, referiu Obama, “e aprovar este projeto seria minar essa liderança.”

 

 

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