2015-10-08

Subject: Esmagado recorde de edição genética em porcos

Esmagado recorde de edição genética em porcos

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@ Nature/Jessica Rinaldi/Reuters

Há décadas que os cientistas sonham criar um fornecimento constante de órgãos humanos para transplantação, fazendo-os crescer em porcos. Mas preocupações com a rejeição pelo sistema imunitário humano e infecção por vírus integrados no genoma do corpo têm abrandado a pesquisa.

Agora, ao modificar mais de 60 genes em embriões de porco, dez vezes mais dos que tinham sido em qualquer outro animal, os investigadores acreditam ter produzido um dador de órgãos não humano adequado.

O trabalho foi apresentado no encontro da Academia Nacional de Ciências (NAS) americana em Washington DC sobre edição genética em humanos pelo geneticista George Church, da Faculdade de Medicina de Harvard em Boston, Massachusetts. Ele anunciou que a sua equipa usou a tecnologia CRISP/Cas9 de edição genética para inactivar 62 retrovírus suínos endógenos (PERV) em embriões de porco. Estes vírus estão integrados no genoma dos porcos e não podem ser tratados ou neutralizados, pelo que se teme que possam causar doenças nos receptores humanos dos transplantes.

O grupo de Church também modificou mais de 20 genes em conjuntos separados de embriões de porco, incluindo genes que codificam proteínas localizadas na membrana celular dos porcos e que se sabe desencadearem resposta imunitária humana ou coagulação sanguínea. Church recusar os genes exactos, no entanto, pois o trabalho ainda não foi publicado. Eventualmente, os porcos destinados a transplantes de órgãos precisariam destas modificações e das delecções dos PERV.

“Isto é algo por que esperei quase uma década”, diz Church. A companhia de biotecnologia que ele ajudou a fundar para produzir porcos para transplantes de órgãos, a eGenesis de Boston, está agora a tentar tornar o processo o mais barato possível.

Church deu poucos detalhes a conhecer sobre a forma como a sua equipa conseguiu remover tantos genes de porcos mas ele diz que ambos os conjuntos de embriões de porco editados estão praticamente prontos para implantação nas mães porcas e a eGenesis já requisitou instalações na Faculdade de Medicina de Harvard onde os porcos serão implantados e criados em isolamento de agentes patogénicos.

Jennifer Doudna, bioquímica na Universidade da Califórnia, Berkeley, que foi uma das inventoras da tecnologia CRISPR/Cas9, está impressionada pelo número de genes editados. Se o trabalho se comprovar, diz ela, pode ser útil nas aplicações de biologia sintética onde genes activados e inactivados. Em microrganismos, a criação destes circuitos exige a inserção ou modificação de múltiplos genes que se regulam uns aos outros.

Remover múltiplos genes também poderá ser útil em terapias humanas, diz George Daley, biólogo de células estaminais na Faculdade de Medicina de Harvard, pois muitas doenças com uma componente genética envolvem ais de um gene.

 

 

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