2004-07-12

Subject: Ratos aumentam os receios relativos ao cancro da mama

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Em destaque:

Ratos aumentam os receios relativos ao cancro da mama 

 

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O humilde rato caseiro pode ser bem mais perigoso do que se pensava, refere um estudo agora publicado que sugere que um vírus de roedores desempenha um papel importante no desenvolvimento do cancro da mama. Mas a descoberta é polémica e reacende um velho debate acerca da potencial causa da doença.

Investigadores americanos descobriram fragmentos de DNA viral em cerca de 3/4 das amostras de biópsias retiradas de mulheres com cancro da mama.

Isto não significa que o vírus cause o cancro da mama mas significa que deve existir uma uma relação entre ambos, explica Stella Melana da Mount Sinai School of Medicine, co-autora do estudo. As sequências de DNA eram quase idênticas às de um vírus conhecido por MMTV, que causa cancro da mama em ratos.

A equipa procurou vírus do tipo MMTV em biópsias de tumores na mama retiradas de mulheres que vivem em 6 países diferentes. Os seus resultados foram agora publicados na revista Cancer online.

Mais de 70% das amostras tunisinas continham fragmentos do vírus, comparadas com perto de 35% das amostras colhidas nos Estados Unidos, Itália, Austrália e Argentina, e menos de 1% das amostras vietnamitas.

Os investigadores consideram que os resultados correspondem mais ou menos à distribuição do rato doméstico vulgar Mus domesticus, hospedeiro natural do vírus. Este é muito comum no norte de África mas muito menos vulgar na América do Norte e restantes locais. Num estudo anterior, que comparou tecido da mama saudável e canceroso dos mesmos doentes, os investigadores já tinham mostrado que o vírus apenas estava presente em células cancerosas.

Melana acredita que este facto pode significar que o Homem adquirem os vírus do tipo MMTV dos ratos, vírus que depois originam cancro da mama. No entanto, está muito longe de o provar.

 

Não me parece que se possa tirar conclusões válidas deste estudo, refere o perito em cancro Rob Newton do Cancer Research UK de Oxford.

O estudo apenas analisou 38 pacientes tunisinas, realça Newton, pelo que são necessárias mais provas de que o vírus seja o culpado pelo desenvolvimento do cancro. É importante descobrir partículas virais inteiras, não apenas fragmentos, nas amostras de cancro da mama. Depois disso, o vírus tem que ser isolado e incubado com culturas de células da mama humanas para se provar que as infecta.

Numerosos vírus já foram associados a muitos tipos de tumores, como os encontrados no cancro cervical e certos tipos de leucemia, mas a associação ao cancro da mama permanece controversa.

Factores genéticos e ambientais devem contribuir para o surgimento desta doença, que afecta 1 em cada 9 mulheres. A idade é o principal factor de risco mas outros factores, como ter filhos tarde na vida, tomar a pílula e beber em excesso, parecem aumentar o risco de cancro da mama. Problemas genéticos parecem ser responsáveis por menos de 1 em cada 20 casos.

Os investigadores postularam a ligação entre vírus e cancro há mais de 60 anos, quando se alegou ter descoberto um vírus de rato em tecido da mama. Estudos subsequentes não conseguiram comprovar esta alegação e o debate tem continuado aceso.

 

 

Saber mais:

Cancro da mama

Nature Medicine focus on breast cancer

Link between abortion and breast cancer dismissed

 

 

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