2004-07-11

Subject: Fogos florestais ameaçam esquilo vermelho 

News of the Wild

 

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Fogos florestais ameaçam esquilo vermelho 

 

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A menor vítima potencial dos dois grandes fogos florestais no estado do Arizona, na zona do Monte Graham, pode ser um tipo de esquilo vermelho, já ameaçado de extinção, que tem vivido na montanha desde os tempos da Idade do Gelo.

A única colónia do mundo de esquilos vermelhos do Monte Graham conta com menos de 300 animais e tem sido ameaçada pelo aproximar do fogo da floresta de abetos perto do cume da montanha. Biólogos federais e do estado do Arizona têm estado a delinear um plano de captura de esquilos para um programa de reprodução em cativeiro, se a floresta for destruída pelo fogo.

Estes esquilos são uma das espécies de mamífero mais ameaçadas do mundo, refere o biólogo da Universidade do Arizona John Koprowski, já sobreviveram a fogos anteriormente mas o problema é que a política de supressão de fogos anteriormente implementada, os fogos actuais atingem temperaturas muito mais elevadas.

O esquilo vermelho do Monte Graham Tamiasciurus hudsonicus grahamensis, com cerca de 200 gr de peso e 33 cm de comprimento, tem uma coloração castanho acinzentada com manchas amarelas e cor de ferrugem no dorso. Esta subespécie do esquilo vermelho comum é um endemismo desta montanha, onde sobrevive há mais de 10000 anos, tendo recebido o estatuto de ameaçada em 1987.

Há mais de 20 anos que o esquilo tem vindo a ser alvo de grande controvérsia. Os ambientalistas levantaram vários processos, numa tentativa de impedir a construção de um observatório da Universidade do Arizona na zona do Mount Graham, alegando que contribuiriam para a extinção dos animais. Os processos atrasaram a construção durante 2 anos mas o observatório no cume da montanha acabou mesmo por abrir em 1993.

Os astrónomos da universidade foram alertados vezes sem conta para os perigos de construir um edifício de 200 milhões de dólares num sistema florestal tão volátil e frágil, explica Robin Silver, um dos ambientalistas que lutaram contra o projecto, agora não estamos preocupados com a possível perda do seu investimento.

A população de esquilos vermelhos tem sofrido importantes flutuações nas décadas mais recentes, afectada pelo clima e pela disponibilidade de pinhas, o seu principal alimento. O último censo, conhecido esta semana, revelou uma população de 284 animais, tendo o mínimo sido registado em 1989 com 146 e o máximo 10 anos depois, com 562.

Koprowski refere que antes dos fogos este estava a ser um óptimo ano de reprodução para os esquilos. Cerca de 90% das fêmeas adultas tiveram ninhadas de 3 ou 4 crias, mas estas ainda estão dependentes dos progenitores, pelo que os fogos chegam numa altura crítica para a sua sobrevivência.

O estudo dos anéis de crescimento das árvores mostra que, com excepção de um fogo em 1996 que matou 20 esquilos, o último grande fogo florestal na área do topo do Mount Graham foi em 1685. O fogo que ainda está activo já queimou 25000 acres até 5ª feira passada, tendo destruído 5% do habitat do esquilo vermelho, que cobre entre 8000 a 10000 acres.

Koprowski considera pouco provável que as chamas destruam totalmente os esquilos pois o fogo está a seguir um padrão muito irregular. No entanto, a floresta que sobreviver pode ficar em muito mau estado e com a redução do efectivo de esquilos aumenta o risco de problemas resultantes da consanguinidade. 

 

Outras Notícias:

Poluição muda sexo dos peixes

 

Um terço dos peixes macho dos rios britânicos estão a mudar de sexo devido à poluição resultante dos esgotos humanos, revelou um estudo estatal agora publicado.

Um estudo que abrangeu 1500 peixes em 50 rios descobriu que mais de 1/3 dos machos já apresentam características femininas. As hormonas que se encontram nos esgotos, incluindo as resultantes da pílula contraceptiva feminina, parecem ser a principal causa desta situação anormal.

Os autores do estudo consideram que o problema pode causar sérios problemas às populações de peixes, reduzindo o seu potencial reprodutor. Aumenta, portanto, a importância do desenvolvimento de novos métodos de tratamento de águas residuais.

 

Também nas Notícias:

Pelicanos confundem estradas com água

 

Mais de 30 pelicanos castanhos ameaçados de extinção colidiram com passeios e estradas no Arizona, quando confundiram o brilho causado pelo calor das superfícies pavimentadas com lagos e ribeiros.

As aves tentam aterram na água e, de repente, é asfalto, o que não é nada bom, explica Sandy Cate, directora do centro de fauna selvagem do Arizona Game and Fish Department em Adobe Mountain. Durante as últimas 2 semanas, os pelicanos feridos tem vindo a ser encontrados desde Yuma a Phoenix.

Os peritos de fauna selvagem acreditam que esta espécie ameaçada tem vindo a sofrer uma escassez de alimentos ao longo da costa oeste americana, pelo que se dirigem para o interior do Arizona em busca de peixe. O reflexo do sol, bem como a mistura de camadas de ar quente e frio, criam miragens, que confundem as aves e as levam a procurar água onde apenas existe asfalto.

 

 

Saber mais:

The Mount Graham Red Squirrel

Pesticide 'causes frogs to change sex'

Conservation in Arizona

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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