2004-07-10

Subject: Macacos e o controlo mental

News of the Wild

 

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Em destaque:

Macacos e o controlo mental 

 

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Máquinas que podem ser controladas com o pensamento estão um passo mais perto de se tornarem realidade: investigadores treinaram macacos a mover um cursor através de um monitor de computador com o pensamento para mostrarem as suas preferências e objectivos.  

Espera-se que esta tecnologia permita criar mecanismos de revelar os pensamentos de pessoas paralisadas que não possam comunicar através de linguagem falada ou gestual, bem como ajudar no desenvolvimento de membros artificiais e robots controlados apenas pelo cérebro.

Nos últimos 2 anos, os investigadores já tinham desenvolvido chips que reconhecem os sinais cerebrais de movimento e os convertem em acções. Macacos equipados com esses mecanismos, que traduzem os sinais do córtex cerebral motor,  foram treinados a deslocar cursores através de um monitor. 

Agora, Richard Andersen, do California Institute of Technology, e seus colegas puderam também descodificar sinais de uma outra região cerebral, o córtex parietal, que nos ajuda a planear as acções. 

A questão aqui é a a diferença entre pensar "quero mover a minha mão para a esquerda" e "quero alcançar aquele copo de água", explica Andersen. Mecanismos que se liguem ao córtex parietal podem, em teoria, ser usados para revelar as intenções e desejos das pessoas.

Foi mostrado um cursor brilhante, num monitor de computador, a 3 macacos com ligações ao córtex parietal. Após um segundo de planeamento, os animais que tocavam no ponto brilhante recebiam uma recompensa de fruta.

A equipa de Andersen gravou o padrão de actividade neural durante o período em que o macaco pensava o que fazer e identificou certo tipo de sinais eléctricos relacionados com o movimento planeado. 

De seguida, utilizaram poderosos algoritmos para reconhecer estes sinais e para os traduzir em movimento de um cursor cursor no monitor.  Ao fim de um dia, os macacos tinham compreendido que pensar em deslocar o cursor para a zona brilhante lhes permitia obter uma recompensa e deixaram de tocar no monitor do computador.

 

A equipa voltou a alterar a tarefa pretendida, de forma a incluir uma variedade maior de tipo, tamanho e frequência das recompensas e descobriram que podiam prever o que cada macaco esperava receber por ter pensado na tarefa.

É um estudo muito entusiasmante, refere John Donoghue, investigador chefe da Cyberkinetics, que está a desenvolver uma tecnologia similar para uso humano. Eles sabem perfeitamente o que o macaco vai fazer antes de o fazer, conclui.

A Cyberkinetics obteve recentemente autorização para implantar chips no córtex motor de 4 pacientes tetraplégicos, de forma a que possam controlar o cursor de um computador, mas os resultados só estarão disponíveis no próximo ano.

A implantação de chips no córtex parietal, no entanto, pode ter consequências secundárias inesperadas, alerta Donoghue. Imagine-se que a pessoa planeasse apertar a mão ao chefe mas ao mesmo tempo estivesse a pensar que lhe apetecia esbofeteá-lo. A bofetada poderia acontecer mesmo.

Andersen, por seu lado, acredita que o treino rapidamente eliminaria estas respostas indesejadas. O chip cerebral ideal ligar-se-ia a muitas regiões diferentes, coordenando acções planeadas com instruções para movimentos.

Mas muitas barreiras ainda estão por ultrapassar, antes que a prostética neural se torne uma realidade. Os chips actuais apenas funcionam durante um ano e estão ligados a computador através de fios. Os chips do futuro necessitarão de ter uma vida mais longa e não necessitar de fios.

 

 

Saber mais:

Cyberkinetics

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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