2015-07-22

Subject: Organização Mundial de Saúde recomenda tratamento precoce a todos os infectados com HIV

Organização Mundial de Saúde recomenda tratamento precoce a todos os infectados com HIV

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@ Nature/Marco Longari/AFP/Getty Images

A Organização Mundial de Saúde (OMS) refere que irá recomendar que todos os infectados com HIV recebam medicamentos anti-retrovirais (ARV) o mais cedo possível após o diagnóstico, no seguimento de uma série de testes convincentes que provaram o benefício do tratamento precoce.

A organização discutiu os muito antecipados planos para alterar as suas directrizes numa sessão satélite do encontro anual da Sociedade Internacional para a SIDA (SIS) em Vancouver, Canadá, onde os mais recentes e impressionantes resultados dos testes com tratamentos com ARV foram anunciados.

“Dado os resultados muito encorajadores que temos ouvido nesta conferência, estamos a trabalhar numa possível recomendação para fornecer tratamento a todas as pessoas HIV positivas o mais cedo possível”, diz Gottfried Hirnschall, director do departamento para o HIV/SIDA da OMS. A actualização das directrizes da organização deverá entrar em vigor em Dezembro.

A alteração irá colocar o número de pessoas elegíveis para os medicamentos de 30 milhões para 36,9 milhões, salienta Hirnschall. As actuais directrizes da OMS recomendam o tratamento imediato para crianças, mulheres grávidas e pessoas com outras infecções (tuberculose, por exemplo) ou, mais geralmente, quando as células CD4 de um infectado com HIV caem abaixo de um limiar mínimo em particular.

Hirnschall considera que a resposta aumentada exigirá cerca de US$30 mil milhões nos próximos cinco anos, com metade disso dirigido a testes de detecção do HIV e tratamento medicamentoso. Mas a prioridade imediata é encontrar e testar as pessoas com HIV, alertam os peritos: “Apenas 50% delas conhecem o seu estatuto e desses estima-se que apenas 40% tenham actualmente acesso a tratamento", diz Hirnschall.

Os planos da OMS foram reforçados pelos resultados de dois testes de longa duração sobre o tratamento com ARV, publicados na conferência da SIDA.

Um, o estudo HPTN 052, já tinha demonstrado em 2011 que tratar imediatamente o parceiro infectado de um casal reduzia o risco de transmissão do vírus ao parceiro não infectado em 96% (quando comparado com um grupo que não recebia tratamento imediato). As evidências foram tão fortes que a concepção do estudo foi alterada para oferecer tratamento a todos os participantes. Quatro anos depois, os resultados a longo prazo são quase tão impressionantes, revelaram os investigadores, com o risco de transmissão de HIV nos que receberam tratamento medicamentoso precoce reduzido em 93%.

Outro estudo, o teste START, relatou resultados preliminares este Maio em que o tratamento medicamentoso precoce de pessoas com HIV reduziu o seu risco de doença grave ou morte em 53%. Os resultados completos, agora apresentados, mostram uma queda ainda maior, da ordem dos 57%.

“O tratamento anti-retroviral funciona”, diz Myron Cohen, director do Instituto para a Saúde Global & Doenças Infecciosas na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, que liderou o teste HPTN 052. “O movimento a favor do ‘tratamento como prevenção' pode ter grande confiança e sentir-se confortável em recomendá-lo como uma estratégia de saúde pública." 

Cohen está confiante que que a intervenção possa reduzir todas as rotas de transmissão do HIV: “Os estudos observacionais mostram que deverá funcionar em homens que tenham sexo com outros homens e estamos a fazer um estudo que analisa os utilizadores de drogas intravenosas", acrescenta ele.

“Durante muito tempo houve uma tensão entre se nos devíamos focar na prevenção da infecção por HIV ou tratar a infecção com HIV mas o estudo HPTN 052 mostrou que o tratamento é prevenção", comenta Anthony Fauci, director do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Institutos Nacionais de Saúde americanos, que financiaram o teste.

E os resultados do teste START, acrescenta ele, mostram o duplo benefício do tratamento medicamentoso precoce: “Os dados mostram de forma avassaladora que se beneficia da redução da transmissão e beneficia-se a pessoa que está a ser tratada, é matéria bem sólida.”

 

 

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