2015-07-19

Subject: Controlo do comércio de produtos de tigre faz aumentar vendas de ossos de leão

Controlo do comércio de produtos de tigre faz aumentar vendas de ossos de leão

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@ Nature/Vivienne Williams

A pressão sobre o comércio ilegal de produtos de tigre na China originou um crescimento explosivo do comércio de ossos de leão da África do Sul para a Ásia, dizem os ecologistas.

Vinhos e medicamentos tradicionais alegadamente com infusões de tigre são populares na China mas quando o país apertou as suas regras sobre a venda de partes de tigre e de outros grandes felinos asiáticos em 2006 e 2007, pode "inadvertidamente ter desencadeado uma reacção em cadeia de eventos interligados e inesperados" que levou a que ossos de leões africanos estejam a ser exportados para compensar a procura, de acordo com o estudo agora conhecido. O relatório foi publicado conjuntamente pela Wildlife Conservation Research Unit (WildCRU) da Universidade de Oxford, Reino Unido, e pela organização internacional TRAFFIC.

O comércio de ossos de leão que passam por ser ossos de tigre já tinha sido reconhecido antes mas não quantificado, diz o ecologista Andrew Loveridge da WildCRU e co-autor do estudo. O relatório mostra que os esqueletos de leão vendidos na África do Sul subiram de cerca de 50 em 2008 para 573 em 2011, na sua maioria destinados à Ásia. Ainda não existe números disponíveis para os anos mais recentes.

Os autores salientam que o comércio sul-africano é um subproduto da indústria da caça para trofeus e que os leões caçados são quase exclusivamente criados em cativeiro. A África do Sul é invulgar pois perto de 68% dos seus mais de 9 mil leões são mantidos em cativeiro, frequentemente para empresas de caça grossa, pelo que as vendas são permitidas ao abrigo da Convenção Internacional de Comércio de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagem, o tratado que governa esse tipo de transacção.

Mas Loveridge teme que o apetite por ossos de leão tenha crescido em tal grau que possa estimular o comércio a partir de outros países africanos, muitos dos quais não têm grandes populações de leões em cativeiro, colocando os felinos selvagens em risco.

A existência de um meio legítimo de obter produtos de vida selvagem pode encorajar o violar da lei para fornecer ao mercado um suprimento raro e, por isso mesmo, muito cobiçado, dizem os conservacionistas. Muitos apontam a prática legal de criação de tigres em cativeiro na China, que tem o maior mercado de produtos de vida selvagem, como um modelo que alimentou o desejo por produtos de tigre.

As quintas de criação de tigres começaram a surgir na década de 1980 para reproduzir os animais criticamente ameaçados mas investigações descobriram que, pelo, contrário, é frequente serem criados pela sua pele e serem incorporados no vinho de osso de tigre, uma bebida espirituosa que supostamente confere virilidade. Grupos ambientalistas, o Banco Mundial, o Reino Unido e os serviços indianos de vida selvagem, todos expressaram o seu desagrado com a criação de tigres, que consideram incentivar a caça furtiva.

Os chineses apregoaram recentemente a sua intenção de atacar o comércio ilegal de vida selvagem destruindo publicamente marfim de contrabando e participando em discussões diplomáticas sobre um apertar das regras legais mas têm tido menos disponibilidade para discutir a procura. Zhao Shucong, chefe da Administração Estatal Chinesa das Florestas em Beijing, referiu: “Temos grande procura de alimentos e água na China, não de marfim.”

Lidar com a procura de partes de tigre pode ser ainda mais espinhoso devido ao seu valor comercial, diz Mahendra Shrestha do Instituto Smithsonian de Biologia da Conservação em Front Royal, Virginia. “Não tenho a certeza se o ministro compreende o nível da procura na China, não apenas por marfim mas por todo o tipo de produtos e partes de vida selvagem”, acrescenta ele.

Os autores do relatório dizem que distinguir melhor as partes de leão vendidas legalmente das comercializadas ilegalmente pode ajudar a impedir as exportações não autorizadas mas os conservacionistas concordam que há uma necessidade premente de frustrar os compradores acabando com a procura: “A solução tem vir do lado do consumidor”, diz Loveridge. 

 

 

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