2015-07-06

Subject: Teste forense determina com exactidão momento da morte

Teste forense determina com exactidão momento da morte

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@ BBC/ SPL

Investigadores forenses desenvolveram um novo método de estabelecer o momento exacto da morte que funciona até 10 dias após o acontecimento.

A equipa da Universidade de Salzburgo, Áustria, mediu a taxa de degradação das proteínas musculares em porcos mortos ao longo do tempo, o que se revelou um importante passo em frente relativamente ao actual método de medição da temperatura corporal, que apenas funciona até 36 horas após a morte.

A descoberta foi dada a conhecer na conferência anual da Sociedade de Biologia Experimental em Praga.

Peter Steinbacher, investigador principal no estudo, considera que havia "uma falha enorme em métodos fiáveis disponíveis" para calcular o momento da morte "depois do momento em que o corpo arrefece até à temperatura ambiente, o que geralmente acontece no espaço de um a dois dias."

"Estamos em busca de uma nova forma de avaliar o momento da morte depois de ultrapassado esse limiar e descobrimos que a degradação da proteína muscular se revelou um método muito promissor."

A equipa estudou as proteínas musculares de porcos devido à sua semelhança com os músculos humanos. As unidades proteicas dos nossos músculos são formadas por moléculas de grande dimensão que se entrelaçam e que, após a morte, se começam a degradar em unidades mais simples.

"Isto acontece, para certas proteínas, num intervalo temporal muito específico", explica Steinbacher. "Até os produtos dessa degradação apenas estão presentes um período de tempo específico logo se soubermos quais destes produtos estão presentes numa amostra poderemos saber quando o indivíduo morreu."

A equipa também analisou mais de 60 amostras de tecido humano do departamento forense da mesma universidade e as suas descobertas preliminares revelaram o mesmo tipo de alteração muito específica.

"Agora precisamos de mais amostras para descobrir se o género, índice de massa corporal, temperatura, humidade, etc., desempenham algum papel no curso da degradação muscular", diz Steinbacher. Ele e os seus colegas esperam que no espaço de 3 anos a técnica possa ajudar na recolha de evidências forenses vitais.

Stuart Hamilton, patologista forense na Universidade de Leicester, considera a investigação muito interessante pois "qualquer pesquisa que ajude a reduzir o intervalo para a determinação do momento da morte tem sempre muito valor".

Ainda assim, ele está cautelosos pois têm surgido muitos falsos avanços nesta busca: "Será preciso algum tempo para validar esta técnica para utilização em tribunal. Dada a importância da determinação do momento da morte as comunidades forense e legal têm que ser convencidas de que não existem factores que confundam o resultado antes de começarmos a depender disto para condenar alguém."

 

 

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