2015-06-18

Subject: Dados encorajadores parecem indicar abrandamento do surto sul-coreano de MERS

Dados encorajadores parecem indicar abrandamento do surto sul-coreano de MERS

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@ Nature/OMS

O surto do síndroma respiratório do Médio Oriente (MERS) da Coreia do Sul, em que 154 pessoas se sabe terem sido infectadas e dessas 19 morreram, está a abrandar, dizem os peritos, mas podem passar ainda várias semanas antes de ser oficialmente declarado extinto.

Os casos de MERS atingiram um pico a 1 de Junho com um conjunto de casos no Centro Médico Samsung em Seul, que se seguiu a uma onda inicial centrado no Hospital St Mary em Pyeongtaek. Os investigadores têm estado atentos para tentar perceber se os casos nos hospitais de Seul podem, por sua vez, desencadear uma terceira vaga de infecções mas agora que passaram 14 dias (o período máximo de incubação do coronavírus MERS) desde dia 1, isso parece não estar a acontecer.

A última curva epidémica, uma representação de quantas pessoas ficaram doentes ao longo do tempo, é “reconfortante”, diz Sung-Han Kim, investigador no Centro Médico Asan. A curva também mostra que as medidas de controlo de saúde pública, como seguir e isolar pessoas que estiveram em contacto com os infectados, estão a funcionar, acrescenta ele. “A partir de hoje não há evidências de uma terceira vaga mas ainda precisamos de mais alguns dias de dados para termos a certeza.”

Sete dos dez hospitais na Coreia do Sul que inicialmente tiveram casos de MERS já ultrapassaram 14 dias sem novos casos, o significa que a doença já fez o seu percurso. Mas caso haja um problema, alerta Kim, os três outros têm o potencial para originar novas exposições ao vírus. Ele está particularmente preocupado com uma possível recontaminação do Centro Médico Samsung, responsável por 75 casos, onde vários novos casos ocorreram no início de Junho, incluindo um trabalhador de uma ambulância que continuou ao serviço mais de uma semana antes de ser diagnosticado, tendo estado em contacto com muitos pacientes do hospital. “Esta semana vai ser um ponto importante para prever se este surto de MERS vai ou não acabar em breve."

As medidas de controlo foram implementadas em larga escala: desde esta semana, 161 hospitais, designados hospitais nacionais seguros, vão começar a tratar todos os que revelem sintomas de respiratórios em zonas isoladas especiais. Nenhum paciente com pneumonia será internado nas unidades de cuidados intensivos sem ser primeiro testado para MERS.

Uma investigação de uma semana realizada em conjunto pela OMS e pelo ministério da saúde sul-coreano concluiu a 13 de Junho que o seu padrão epidemiológico era semelhante ao de surtos de MERS associados a hospitais no Médio Oriente. A investigação revelou que a sobrelotação dos serviços de emergência e a tendência dos coreanos para pedir uma segundo opinião médica noutro serviço provavelmente contribuíram para a propagação do MERS. 

A cultura do país, em que as famílias passam grandes períodos de tempo junto dos seus parentes hospitalizados, também deverá ter sido um factor.

Alguns críticos consideraram a resposta coreana ao surto lenta mas Kim considera essa visão injusta. As autoridades tiveram azar, diz ele, por o primeiro coreano infectado após uma visita ao Médio Oriente ter visitado quatro hospitais antes de ser diagnosticado, infectando muita gente antes de ser isolado.

Outros países demoraram o mesmo tempo que a Coreia do Sul para diagnosticar o MERS exportado do Médio Oriente mas tiveram menos problemas. Uma pessoa que visitou os Emirados Árabes Unidos foi hospitalizado em França a 23 de Abril de 2013, por exemplo, e só houve suspeitas de MERS a 1 de Maio. Felizmente, ele apenas infectou uma outra pessoa no hospital francês.

Onde o governo sul-coreano falhou, diz Kim, foi na comunicação de risco. Inicialmente recusou-se a identificar os hospitais afectados, o que parece ter aumentado a preocupação e as suspeitas do público. Christian Drosten, director do Instituto de Virologia do Centro Médico da Universidade de Bona na Alemanha, diz que desde que o problema foi identificado, o nível de seguimento e teste dos contactos tem sido “excepcional”.

 

 

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