2004-07-08

Subject: Sistemas imunitários evoluíram mais de uma vez

News of the Wild

 

Bem-vindo(a) a mais uma edição do boletim informativo  News of the  Wild

Este boletim é mantido pelo site Born to be Wild, para que não esqueça o seu lado selvagem ...

 

Em destaque:

Sistemas imunitários evoluíram mais de uma vez 

 

  Questões ou comentários para: borntobewild@clix.pt

Dê o site Born to be Wild a conhecer a um amigo!!

 

Quando se discute os atributos que tornam um mamífero um animal tão especial, uma resposta imunitária sofisticada está geralmente perto do topo da lista. No entanto, agora parece que já não somos assim tão especiais.

Os investigadores descobriram que as lampreias desenvolveram o seu próprio sistema imunitário, usando para isso componentes totalmente sem relação com os anticorpos dos mamíferos. A descoberta abre um mundo novo para os imunologistas, que antes assumiam que apenas existia uma forma de fazer as coisas, a nossa.

O resultado arrasou-nos, refere Chris Amemiya, geneticista molecular do Benaroya Research Institute em Seattle, um dos autores do estudo. Sabemos agora que existem pelo menos 2 formas de obter um sistema imunológico adaptativo.

Existem dois tipos de resposta imunitária, a inata e a adaptativa. Ambas detectam e destroem agentes patogénicos, como vírus, bactérias e fungos., mas enquanto a imunidade inata é herdada e não se altera ao longo da vida do animal, a adaptativa altera-se de acordo com o tipo de antigénio que o animal vai encontrando ao longo da vida.

Sequências genéticas especializadas trocam pedaços entre si de forma a gerar uma variedade quase infinita de células de defesa, que atacam os antigénios usando proteínas conhecidas por anticorpos.

Um tipo particular de antigénio desencadeia a formação de cópias da sequência genética que reconhece o reconhece, produzindo anticorpos para combater o antigénio.

 

Os cientistas acreditam que o sistema imunitário adaptativo evoluiu ao mesmo tempo que os animais desenvolviam maxilas, há cerca de 400 milhões de anos. Eles esperavamm encontram sinais de que um sistema imunitário primitivo nas lampreias, que ainda não apresenta maxilas mas tem algumas das características de um sistema imunitário adaptativo, como a rejeição de enxertos de pele. No entanto, não havia vestígios de anticorpos nas lampreias.

O grupo de Amemiya considerou a hipótese de as lampreias estarem a atacar moléculas e partículas estranhas de alguma outra forma. Para testar esta ideia, a equipa injectou larvas de lampreia com um cocktail de antigénios e, de seguida, compararam as sequências genéticas dos animais inoculados com as dos normais.

Descobriram que os animais expostos aos agentes patogénicos produziram 13 vezes mais cópias das sequências genéticas que codificam a proteína de ligação, sem qualquer relação com um anticorpo. A lampreia utilizou um bloco básico diferente para construir um mecanismo de reconhecimento de antigénios, refere Hugh Reyburn, um imunologista da Universidade de Cambridge. 

 

 

Saber mais:

The Tyranny of Design

 

 

Comentar esta notícia           Imprimir

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja receber o boletim Born to be Wild clique aqui!!

Respeitar os animais é respeitarmo-nos a nós próprios!

@ Born to be Wild, 2004


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com