2015-06-08

Subject: Novas restrições chinesas a comércio de marfim terão algum impacto positivo?

Novas restrições chinesas a comércio de marfim terão algum impacto positivo?

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@ Nature/Li Xin/Xinhua/Alamy

“É como um funeral para elefantes”, foi como Lishu Li, que trabalha no programa de comércio da vida selvagem da Wildlife Conservation Society China em Beijing, descreveu o esmagamento de mais de 650 kg de marfim ilegal confiscado na semana passada. “Havia muita poeira, acho que inalei muito marfim." Simultaneamente, foram anunciadas por Zhao Shucong, chefe da Administração Estatal das Florestas, novas formas de controlo do comércio legal de marfim no país.

O comércio legal da China tem sido associado ao comércio ilegal de marfim, que conduziu a um pico de caça furtiva em África logo os grupos conservacionistas aplaudiram o anúncio de Zhao como algo potencialmente revolucionário. Mas o que poderão estes novos controlos alcançar?

Existe agora uma proibição do comércio de marfim na China?

Isso não ficou claro pois Zhao disse no seu anúncio “Iremos controlar rigorosamente o comércio, processamento e venda do marfim e seus derivados, até que sejam eventualmente cessados".

Ele salientou que o comércio legal seria restringido mas não usou o termo proibição, nem deu qualquer ideia de tempo, explica Li, que acrescenta que um possível cenário seria o marfim continuar a ser talhado em centros educativos e culturais aprovados pelo governo. Neste caso, os produtos apenas iriam para museus e não seriam comercializados.

Mas Zhou Fei, chefe da organização de monitorização do comércio de vida selvagem Traffic China, pensa que se tratará de "uma proibição total", que deverá ocorrer por volta de "2017, quando o stock legal de marfim da China acabará”.

Por que razão a China tem tanto interesse na conservação do elefante?

Um punhado d outros países, especialmente a Tailândia, estão listados como países de preocupação máxima pela Convenção Internacional sobre o Comércio de Espécies de Fauna e Flora Ameaçadas (CITES) mas a maioria dos observadores assumem que é o mercado negro chinês o principal motor da enorme subida na caça furtiva em África na última década.

O comércio de marfim na China pareceu estar a morrer no início do século mas em 2002 os governos estatal e locais começaram a promover a herança cultural do país. Depois de 2006 isso incluiu o esculpir e comercializar marfim, exactamente no momento m que uma nova e rica classe média emergiu no país, levando a um pico de procura de marfim.

Os investigadores mostraram uma correlação entre o número de animais abatidos ilegalmente e a subida no número de itens vendidos em leilões na China, bem como enormes apreensões de marfim ilegal, incluindo 12 toneladas em Novembro de 2013 em Xiamen. Parte deste marfim veio da Tanzânia, que veio agora anunciar um declínio do seu efectivo de elefantes de 109051 em 2009 para 43330 em 2014.

Qual é a relação entre os mercados legal e ilegal?

Os retalhistas licenciados vendem marfim adquirido antes da proibição total ditada em 1989 pela CITES ou material obtido através de comprar aprovadas desde então, o que inclui a compra única pela China de 62 toneladas em 2009 aprovada pela CITES.

Mas o aumento na última década do comércio aprovado foi acompanhado por um crescente mercado negro de lojas e vendas online. que com ele se mistura. Segundo um estudo de 2011 pelo International Fund for Animal Welfare, perto de 60% dos retalhistas licenciados violavam os termos das suas licenças, vendendo marfim resultante de caça furtiva.

“O facto de existir muito comércio legal fornece uma escapatória fácil para quem vende material novo e impede e retira capacidade a quem comunica infracções, acabando por permitir a venda de mais marfim, pangolins e outros materiais", diz Alice Hughes, conservacionista no Jardim Botânico Tropical de Xishuangbanna na Academia Nacional de Ciências da China.

Irá o anúncio de Zhao fazer alguma diferença?

A China já tomou uma série de medidas para restringir o comércio de marfim ilegal, incluindo retalhistas que infringem as regras, prendendo um número crescente de contrabandistas e limitando as vendas online de itens que usam eufemismos para marfim, como “plástico branco de alta qualidade" ou “material gelatinoso”, para escapar à monitorização. o governo também convidou celebridades como o actor Jackie Chan ou o basquetebolista Yao Ming, a aparecerem em campanhas que exigem o fim do comércio ilegal de marfim.

Este último anúncio é encorajador mas, diz Hughes, mas ela alerta para o surgimento de novas formas de escapar às regras: “Não me parece que o anúncio faça grande diferença no que diz respeito ao que é preciso para o comércio com esta espécie."

 

 

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