2015-05-22

Subject: Origem do Alzheimer associada ao aumento da inteligência humana

Origem do Alzheimer associada ao aumento da inteligência humana 

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@ Nature/Mahmoud Zayat/AFP/Getty

A doença de Alzheimer pode ter evoluído a par da inteligência humana, relatam os investigadores num artigo publicado na BioRxiv.

O estudo revela evidências de que há 50 a 200 mil anos a selecção natural conduziu mudanças em seis genes envolvidos no desenvolvimento do cérebro. Isto pode ter ajudado a aumentar a conectividade dos neurónios, tornando os humanos modernos mais inteligentes à medida que evoluíam a partir dos seus ancestrais hominídeos. Mas essa nova capacidade intelectual teve os seus custos: esses mesmos genes estão agora implicados na doença de Alzheimer.

Kun Tang, geneticista populacional nos Institutos de Ciências Biológicas de Xangai, China, que liderou a pesquisa, especula que a perturbação da memória que se desenvolve em cérebros em envelhecimento teve problemas com as novas exigências metabólicas impostas pela inteligência superior. O Homem é a única espécie que se conhece a sofrer de Alzheimer, a doença está ausente nas espécies nossas próximas de primatas, como os chimpanzés.

Tang procuraram evidências desta evolução antiga no DNA de humanos modernos. Examinaram os genomas de 90 pessoas de ancestralidade africana, asiática e europeia, em busca de padrões de variação conduzidas por alterações de dimensão da população e selecção natural.

A análise foi complicada pois os dois efeitos podem imitar-se um ao outro. Para controlar os efeitos das alterações populacionais, e portanto isolando as assinaturas da selecção natural, os investigadores estimaram como a dimensão da população mudou ao longo do tempo. Identificaram segmentos do genoma que não correspondiam à história populacional, revelando os segmentos de DNA que tinham maior probabilidade de terem sido moldados pela selecção.

Desta forma, os investigadores lançaram um olhar para os eventos de selecção que ocorreram há 500 mil anos, revelando as forças evolutivas que moldaram a alvorada dos humanos modernos, que se pensa ter ocorrido há cerca de 200 mil anos.

A maioria dos métodos anteriores usados para revelar essas alterações apenas chegavam aos 30 mil anos, diz Stephen Schaffner, biólogo computacional no Instituto Broad em Cambridge, Massachusetts.

A abordagem analítica usada pela equipa de Tang é promissora, acrescenta ele: “Está a tratar todos os tipos de selecção num quadro uniforme e está também a tratar diferentes eras de selecção de forma mais ou menos uniforme.” Mas Schaffner diz que é necessária mais investigação para confirmar que o método é aplicável de forma generalizada.

Ainda assim, mesmo os métodos de análise genómica podem ser limitados pelas incertezas da história. Os asiáticos e os europeus descendem de um pequeno número de pessoas que deixaram África há cerca de 60 mil anos. Esse efeito gargalo populacional apagou padrões de variação genética anteriores nos europeus. Os genomas dos africanos permitem aos investigadores olhar bem mais para trás no tempo, oferecendo mais informação sobre as alterações evolutivas que moldaram a humanidade.

 

 

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