2015-05-06

Subject: Fiordes absorvem uma quantidade surpreendente de carbono

Fiordes absorvem uma quantidade surpreendente de carbono

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@ Nature/M. Gebicki/Lonely Planet/Getty Images

Os fiordes são conhecidos pela sua beleza quase inimaginável mas estas formações das latitudes elevadas também desempenham um papel desproporcionado no ciclo do carbono, revela um estudo.

Apesar de os fiordes serem responsáveis por apenas 0,3% da superfície da Terra, sequestram 18 milhões de toneladas de carbono por ano, ou seja, 11% do total absorvido pelos sedimentos marinhos, relatam os investigadores na última edição da revista Nature Geoscience.

A equipa mediu a concentração de carbono no sedimento do fundo de quatro fiordes na Nova Zelândia e combinou os dados com observações de estudos anteriores de fiordes por todo o mundo. Uma análise do conjunto completo dos dados revela que cada quilómetro quadrado de sedimento de fiorde sequestra cerca de cinco vezes mais carbono por ano do que uma área equivalente das plataformas continentais, onde se localizam os segundos sedimentos mais absorventes.

A descoberta de que os fiordes são poderosos sumidouros de carbono faz sentido, diz Irina Overeem, geóloga de sedimentos na Universidade do Colorado Boulder. Os fiordes são frequentemente ladeados por íngremes picos luxuriantemente florestados, o que os coloca na posição perfeita para recolher os solos ricos em carbono que deslizam pelas encostas.

Ainda assim, os cientistas que estudam o solo, água e ciclo do carbono a nível mundial tendem a focar-se nos corpos de água maiores, diz Rick Keil, geoquímico na Universidade de Washington em Seattle. Os oceanos cobrem cerca de 70% da superfície do planeta logo são mais fáceis de monitorizar com satélites mas os fiordes chegam a ter apenas dois ou três quilómetros de largura, o que os torna difíceis de mapear. Estimativas da sua área superficial variam grandemente e dependem da resolução dos dados de satélite.

Os fiordes também são difíceis de estudar a partir do solo. “Muitos não têm estradas de acesso e só lá chegamos de helicóptero”, diz Overeem. “Não se pode retirar amostras quando há gelo e, em alguns locais, isso corresponde a nove meses do ano.”

Com estes desafios, os autores do estudo compilaram uma colecção de dados impressionante, diz Goulven Laruelle, geoquímico na Universidade Livre de Bruxelas.

Mas há muito mais a aprender sobre cada fiorde individualmente. Por exemplo, os fiordes do Alasca absorvem muito mais carbono que os de qualquer outra localização e os investigadores ainda não compreenderam porquê.

Essas questões terão cada vez mais importância à medida que a Terra aquece e os glaciares recuam, criando mais fiordes. O estudo sugere que estas paisagens recém-formadas podem conter mais do excesso de carbono lançado para a atmosfera do que antes se pensava, “mas nunca será, nem de perto, nem de longe, o suficiente para compensar o que o Homem está a fazer para alterar o ciclo”, diz Keil.

 

 

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