2015-05-03

Subject: Células estaminais revelam segurança em teste clínico sobre perda de visão

Células estaminais revelam segurança em teste clínico sobre perda de visão

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@ Nature/Ocata Therapeutics

Uma companhia que passou mais de 20 anos a tentar desenvolver tratamentos baseados em células estaminais embrionárias está muito encorajada por testes clínicos pequenos e preliminares das suas células em pacientes com perda progressiva de visão. Se a técnica continuar a impressionar em testes clínicos maiores concebidos para avaliar a sua eficácia, pode tornar-se a primeira terapia derivada de células estaminais embrionárias a chegar ao mercado.

Um estudo de quatro pacientes, publicado na revista Stem Cell Reports, mostra que a injecção de células da retina derivadas de células estaminais é segura para pessoas com degeneração macular. O relatório segue-se a resultados semelhantes de um teste feito com 18 pacientes publicado em Outubro passado.

Ambos os estudos foram concebidos apenas para avaliar a segurança e nenhum incluía um grupo de controlo. Neste último estudo, conduzido por investigadores coreanos e americanos, três participantes foram capazes de ler 9 a 19 mais letras numa tabela de visão após o tratamento mas dois dos três também ganharam algum terreno no olho não tratado.

“Isto deixa boas perspectivas”, diz Robert Lanza, chefe de ciência na Ocata Therapeutics em Marlborough, Massachusetts, e um dos autores do estudo. “Mas acho que temos que interpretar esta melhoria com cautela até que estudos mais controlados sejam feitos.”

A dimensão da amostra é demasiado pequena para justificar tanto entusiasmo, alerta o o oftalmologista Tien Yin Wong, do Centro Nacional da Visão de Singapura. “Neste momento é difícil dizer se a melhoria visual será sustentada mas é muito prometedor.”

Para a companhia que tanto lutou por isto, conhecida até Novembro passado como Advanced Cell Technology, qualquer sinal de sucesso é um bónus. Como muitas companhias que lutam para trazer uma nova forma de terapia ao mercado, a companhia enfrentou repetidas crises financeiras ao longo da sua história de 21 anos. Em 2009, as acções da companhia tinham perdido tanto valor que a companhia foi retirada da bolsa NASDAQ e, no ano passado, o seu executivo chefe saiu acusado de má prática financeira, apesar de a companhia ainda estar a braços com processos judiciais relacionados com o seu chefe anterior.

Agora a Ocata está em busca de parceiros na área das farmacêuticas e planeia lançar testes clínicos maiores sobre a sua terapia em alguns meses, desta vez com grupos de controlo.

Outros estão em busca de terapias semelhantes. No ano passado, investigadores japoneses lançaram um teste sobre a degeneração macular que avaliou folhas de células retinais preparadas a partir de células pluripotentes induzidas. Outros estudos estão a testar células derivadas de células estaminais embrionárias contra a diabetes e falência cardíaca.

A abordagem da Ocata consiste em usar células estaminais coagidas a transformar-se nas células do epitélio pigmentar da retina. Em pacientes com degeneração macular, esta camada perde-se gradualmente, juntamente com os fotorreceptores e outras células importantes para a visão que o epitélio retinal suporta. A Ocata não coage as suas células a formar folhas ou camadas, em vez disso injecta células individuais directamente no olho.

Estudos prévios tinham sido realizados essencialmente em pacientes caucasianos mas os últimos resultados da Ocata na Coreia são importantes, diz Wong, pois os pacientes asiáticos tendem a ter factores de risco genético diferentes para a degeneração macular.

No estudo coreano, duas pessoas tinham distrofia macular de Stargardt e duas outras degeneração macular relacionada com a idade. Ambas as situações iriam piorar progressivamente a visão e o melhor que Lanza tinha esperado seria um abrandar desta degradação.

Por isso ele ficou surpreendido com as evidências, ainda que ligeiras, de que o tratamento podem melhorar a visão. “O paradigma tinha sido: perde-se os fotorreceptores e não há volta, não se pode fazer nada." Se os resultados se mantiverem, pode ser que as células ajudem a estabilizar os fotorreceptores que estão à beira de se perder, diz ele, o que pode originar alguma melhoria.

 

 

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