2015-04-19

Subject: Declínio de lobos ameaça icónico estudo em ilha

Declínio de lobos ameaça icónico estudo em ilha

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@ Nature/John Vucetich/Michigan Technological Univ./AP

O estudo sobre a relação presa e predador que está em curso há mais tempo pode ficar sem predadores já para o ano: A ilha Royale está reduzida aos seus três últimos lobos.

Os cientistas têm registado as variações nas populações de alces e lobos na ilha com 544 Km no lago Superior desde há 57 anos, identificando as forças por trás das subidas e descidas e avaliando o grau em que os carnívoros controlam o sistema.

Nos Invernos frios, as pontes de gelo com o continente permitem a novos lobos (e aos seus genes) juntar-se à população mas o último influxo de DNA foi um macho solitário em 1997 e os investigadores dizem que a consanguinidade está a sair cara à população de lobos, com anomalias esqueléticas e taxas de mortalidade elevadas. Uma ponte d gelo que se criou em 2014 agravou a situação, servindo como rota de fuga para pelo menos três lobos.

Há uma década, 30 lobos vagueavam pela ilha, que é parque nacional americano, em várias alcateias. No ano passado a contagem oficial era de nove lobos. Durante anos, os líderes do projecto Rolf Peterson e John Vucetich, ambos ecologistas na Universidade Tecnológica do Michigan em Houghton, têm vindo a apelar a um 'salvamento genético'. Ao transportar apenas alguns novos lobos para a ilha, defendem eles, problemas como coluna vertebral mal formada, devidos a alelos recessivos, seriam mascarados por alelos dominantes recém-chegados.

Os investigadores esperavam salvar tanto o estudo como a floresta da ilha pois, com o declínio dos lobos, os alces aumentaram cerca de 22% ao ano, de 500 em 2011 para 1250 actualmente. Se os lobos desaparecerem, dizem os investigadores, é provável que os alces mordisquem a paisagem da ilha Royale até que se transforme numa planície.

Este ano, Peterson e Vucetich trabalharam na ilha Royale 32 dias, voando sobre a ilha em busca de lobos e vestígios de lobos na neve mas na maioria dos dias não viram nada. No final, contaram apenas três lobos, provavelmente um par de adultos aparentados e uma cria.

Mesmo que os novos lobos fossem trazidos este ano, o par provavelmente não se separaria para acasalar com os recém-chegados e a cria estava em tão mau estado que os cientistas não esperam que sobreviva. “O salvamento genético também já não deve chegar a tempo", diz Vucetich.

Peterson e Vucetich culpam o Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos (NPS) pelo que Peterson apelida de “adiamento" sobre o que fazer até que a janela do salvamento genético se fechou. 

Consideram ter apresentado bem o caso a favor da intervenção, sem qualquer efeito, ao longo dos últimos seis anos. Há um ano, o NPS anunciou que seria tomada uma decisão após “um processo abrangente de planeamento”. “Temos ciência a sair-nos das orelhas e isso não foi suficiente para vencer a burocracia com uma cultura de não intervenção", diz Peterson.

Mas Phyllis Green, superintendente do Parque Nacional da Ilha Royale, diz que a ciência é apenas um dos factores que influenciam a sua decisão sobre a intervenção, para além das políticas do NPS, leis aplicáveis e necessidades e desejos dos visitantes do parque. "Algumas pessoas adoram ouvir o uivo do lobo, outros não ficam assim tão entusiasmados."

E nem todos concordam que o NPS devesse ter acrescentado mais lobos à ilha. O proeminente biólogo de lobos David Mech, que trabalha no Geological Survey em St Paul, Minnesota, diz que muito pode ser aprendido com o que acontece sem intervenção. “As probabilidades apontam para que um dos lobos que resta seja um macho e outro uma fêmea e foi assim que toda a população começou logo será interessante ver o que acontece para o ano. Acho que se deve continuar a estudar a situação."

Em Março, a Fundação Nacional para a Ciência renovou o financiamento para o estudo da ilha Royale e os US$90 mil não dependem da presença de lobos no sistema. Os alces e a vegetação podem continuar a ser monitorizados na sua reacção ao desaparecimento do predador e os investigadores vão ficar. 

 

 

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